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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 141

Amanda galopou sem olhar para trás. O vento batia contra o rosto, misturando-se às lágrimas que ela não conseguia mais controlar. As árvores passavam como borrões escuros, e o som dos cascos contra a estrada soava como um tambor de guerra dentro de sua cabeça. Não havia destino definido, queria apenas fugir, escapar da dor, escapar da voz de Taylor repetindo aquela frase que parecia cortar em mil pedaços:

“Nós dois nunca ia acontecer.”

Quando finalmente o fôlego do cavalo pediu descanso, Amanda puxou as rédeas e parou num descampado próximo a um lago pequeno, não muito distante do limite da fazenda. O reflexo da lua tremulava na água, e a noite parecia zombar dela com sua calma. Desmontou da sela de forma brusca, quase tropeçando, e largou as rédeas sem cuidado. O animal pastava devagar, mas Amanda nem percebeu.

Sentou-se na grama úmida, o vestido manchando, os joelhos dobrados contra o peito. Escondeu o rosto entre as mãos, e então deixou que a dor transbordasse de uma vez. Chorou até a garganta arranhar, até os ombros tremerem, até não haver mais força para esconder o quanto estava despedaçada.

Por anos, Amanda viveu com a certeza de que Taylor seria dela. Talvez não naquele instante, talvez não de imediato, mas no fundo sempre acreditou que a vida acabaria por uni-los. Tinham crescido juntos, compartilhado brincadeiras, confidências, até mesmo silêncios que só a intimidade permitia. Como ele podia dizer que sempre a viu como via Catarina? Essa era a ferida mais cruel: ser comparada a uma irmã, quando, dentro dela, ardia a paixão de uma vida inteira.

O rancor queimava mais que o choro. Amanda se lembrava da noite do aniversário de Catarina. A festa foi grande, os copos se sucederam rápido, e ela se agarrou àquele instante como quem agarra uma corda no meio de uma tempestade. Sabia que Taylor estava vulnerável, sabia que ele mal se lembraria depois. Mas, mesmo assim, quis acreditar que aquele contato, aquele erro, criaria uma ligação que o faria olhar para ela de forma diferente. E, no entanto, ele havia esquecido. Ou pior: lembrava apenas como uma sombra, sem importância.

A voz dele ecoava em sua mente:

“Se fizer qualquer coisa que venha a machucar a Lila… nunca mais se dirija a mim.”

Aquilo a fez estremecer. Taylor nunca havia falado com ela daquele jeito. Nunca. Havia sempre uma paciência, uma delicadeza que a fazia acreditar que ainda existia chance. Mas agora… agora era como se ele tivesse erguido um muro entre os dois.

— Você não vai me tirar ele. — sussurrou para a própria imagem, como se falasse diretamente com a rival. — Não importa o que eu tenha que fazer.

A raiva dava forças, mas o coração continuava despedaçado. Amanda sabia que estava numa corda bamba entre amor e ódio. Amava Taylor a ponto de se perder. Odiava Lila a ponto de desejar vê-la longe dali a qualquer custo.

Subiu novamente no cavalo e partiu de volta para a fazenda. Sabia que precisava ir embora, precisava de tempo, precisava pensar. Mas uma coisa estava clara: não desistiria. Não depois de uma vida inteira esperando.

Enquanto o galope se perdia na noite, Amanda fez um juramento silencioso: faria o que fosse necessário para separar os dois. Porque, no fundo, acreditava que Taylor ainda era dela.

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