O caminho de volta parecia outro. Diablo avançava com passo seguro, mas Taylor sentia o corpo pesado, como se cada metro de terra exigisse o dobro de força. O suor frio na nuca não vinha do esforço, vinha das palavras que ainda tilintavam na cabeça como ferragens soltas num arreio mal preso.
“ Nós dormimos juntos.”
A frase de Amanda ricocheteava em sua mente junto de tudo o que precisou dizer para pôr um fim numa esperança que ele jamais poderia alimentar. Disse que aquilo havia sido um erro. Disse que sempre a viu como via Catarina. Disse, com todas as letras, que era Lila quem ele queria.
Ele sabia que todas as palavras que disse, havia a magoado, mas ela precisava ouvir a verdade.
—Por Deus, como eu nunca percebi nada?
A noite adensava a sombra das cercas, a lua dava aos pastos uma cor de estanho. Do celeiro vinha o cheiro conhecido de feno, couro, bicho vivo. Mais adiante, a casa grande recortava a noite com as janelas acesas. Assim que chegasse na fazenda, iria pedir para um de seus peões ir atrás de Amanda. Sabia que Amanda sabia cavalgar, mas ela estava transtornada e poderia se machucar.
Quando chegou proximo da varanda, pôde ver Lila abraçada com Catarina e essa cena doeu. Ele desceu de Diablo, passou a mão no pescoço do animal, um gesto automático de agradecimento e o prendeu na argola do poste com um nó que os dedos pareceram aprender sozinhos. Respirou fundo antes de subir as escadas do alpendre. Não queria levar para dentro o gosto amargo do confronto, mas não sabia como evitar.
Lila ergueu a cabeça devagar, como se fosse guiada por um instinto que não podia controlar. Seus olhos azuis, ainda úmidos, encontraram a figura alta e imponente de Taylor ao lado de Diablo. Por um instante, ela se sentiu imóvel, com o coração disparado e a respiração curta demais. Mas quando seus olhos buscaram os dela e o gesto automático de carinho ao cavalo se completou, algo dentro dela se rompeu.
Num movimento quase desesperado, Lila se levantou, afastando-se dos braços protetores de Catarina. O corpo dela parecia agir sozinho, como se cada fibra gritasse a mesma ordem: vá até ele. E ela foi. Desceu os degraus da varanda sem olhar para trás. Quando chegou perto, não hesitou. Correu até ele e literalmente se lançou em seus braços.
— Taylor…

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