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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 140

O caminho de volta parecia outro. Diablo avançava com passo seguro, mas Taylor sentia o corpo pesado, como se cada metro de terra exigisse o dobro de força. O suor frio na nuca não vinha do esforço, vinha das palavras que ainda tilintavam na cabeça como ferragens soltas num arreio mal preso.

“ Nós dormimos juntos.”

A frase de Amanda ricocheteava em sua mente junto de tudo o que precisou dizer para pôr um fim numa esperança que ele jamais poderia alimentar. Disse que aquilo havia sido um erro. Disse que sempre a viu como via Catarina. Disse, com todas as letras, que era Lila quem ele queria.

Ele sabia que todas as palavras que disse, havia a magoado, mas ela precisava ouvir a verdade.

—Por Deus, como eu nunca percebi nada?

A noite adensava a sombra das cercas, a lua dava aos pastos uma cor de estanho. Do celeiro vinha o cheiro conhecido de feno, couro, bicho vivo. Mais adiante, a casa grande recortava a noite com as janelas acesas. Assim que chegasse na fazenda, iria pedir para um de seus peões ir atrás de Amanda. Sabia que Amanda sabia cavalgar, mas ela estava transtornada e poderia se machucar.

Quando chegou proximo da varanda, pôde ver Lila abraçada com Catarina e essa cena doeu. Ele desceu de Diablo, passou a mão no pescoço do animal, um gesto automático de agradecimento e o prendeu na argola do poste com um nó que os dedos pareceram aprender sozinhos. Respirou fundo antes de subir as escadas do alpendre. Não queria levar para dentro o gosto amargo do confronto, mas não sabia como evitar.

Lila ergueu a cabeça devagar, como se fosse guiada por um instinto que não podia controlar. Seus olhos azuis, ainda úmidos, encontraram a figura alta e imponente de Taylor ao lado de Diablo. Por um instante, ela se sentiu imóvel, com o coração disparado e a respiração curta demais. Mas quando seus olhos buscaram os dela e o gesto automático de carinho ao cavalo se completou, algo dentro dela se rompeu.

Num movimento quase desesperado, Lila se levantou, afastando-se dos braços protetores de Catarina. O corpo dela parecia agir sozinho, como se cada fibra gritasse a mesma ordem: vá até ele. E ela foi. Desceu os degraus da varanda sem olhar para trás. Quando chegou perto, não hesitou. Correu até ele e literalmente se lançou em seus braços.

— Taylor…

E então, sem demora, ele a beijou.

Foi um beijo firme, mas carregado de ternura. Os lábios dele encontraram os dela com urgência e suavidade ao mesmo tempo, como se misturasse a necessidade de possuí-la e o cuidado de não deixá-la quebrar. Lila suspirou contra a boca dele, os dedos se fechando no tecido da camisa de Taylor, puxando-o para mais perto, como se jamais quisesse soltá-lo. O calor do beijo se espalhou pelos dois, intenso, arrebatador, transformando o silêncio da noite em um cenário eterno.

Quando finalmente se afastaram, ainda sem coragem de romper totalmente o contato, Taylor encostou a testa na dela. Os dois fecharam os olhos, respirando juntos, como se estivessem tentando alinhar seus corações em um mesmo compasso. A respiração dela era curta, acelerada; a dele, profunda, grave. Mas no encontro silencioso das testas, havia uma promessa invisível: não importava o que viesse, eles permaneceriam lado a lado.

O mundo ao redor voltou a existir, mas nenhum dos dois parecia perceber. Para eles, só havia aquele momento suspenso, onde dor, medo e incertezas se calavam diante da certeza única do que sentiam um pelo outro.

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