Mais tarde, depois do banho, o quarto já estava tomado por uma penumbra suave, iluminado apenas pela luz amarelada do abajur. O vapor ainda pairava no ar, trazendo o cheiro fresco de sabonete e de pele recém-lavada, misturado ao perfume adocicado de Lila que se espalhava lentamente pelo ambiente.
Ela saiu do banheiro devagar, quase em câmera lenta, como quem sabia cada detalhe do efeito que causava. A camisola preta de renda parecia feita sob medida para provocar: leve, fina, transparente nos lugares exatos, insinuando muito mais do que escondendo. Os cabelos loiros ainda úmidos escorriam pelos ombros, algumas mechas grudadas na pele clara, deixando-a com um ar ainda mais irresistível.
Taylor estava sentado na beira da cama, apenas de calça de pijama, o tronco nu brilhando sob a luz suave. Os cotovelos apoiados nos joelhos, a postura relaxada apenas na aparência. Quando ergueu os olhos e a viu, foi como se tivesse levado um golpe no peito. Os olhos azuis se incendiaram de imediato, e o maxilar dele se contraiu num esforço visível para manter o controle.
Lila percebeu. Corou, mas sorriu. E naquele sorriso havia malícia pura.
— Você tá me olhando como se eu fosse… — disse, mordendo de leve o lábio inferior, fingindo inocência.
— Como se fosse tudo. — ele completou sem piscar, levantando-se.
Ela arqueou uma sobrancelha, divertida.
— Tudo? Não exagere, cowboy. No máximo eu sou… metade. — virou-se lentamente, girando sobre os pés, e a camisola exibiu de relance suas costas nuas. Ela piscou, provocativa. — A outra metade é essa renda aqui.
Taylor respirou fundo, o corpo inteiro em tensão, mas ainda se contendo.
— Você não tem ideia do que faz comigo, Lila Montgomery.
— Talvez eu tenha sim. — rebateu, andando lentamente pelo quarto, sem pressa, como uma felina medindo seu território. — E é por isso que eu gosto de te ver se contorcendo, tentando se segurar.
Ela caminhou até a penteadeira, inclinando-se para fingir que ajeitava os cabelos no espelho. No gesto descuidado — ou talvez proposital — a barra curta da camisola subiu, revelando a calcinha preta minúscula, fio dental, que quase não existia. O tecido fino contrastava com a pele clara, e Taylor sentiu o ar escapar de seus pulmões.
— Lila… — o tom da voz dele agora era um aviso sério, grave, carregado de ameaça doce.
Ela virou de leve o rosto, sorrindo.
— O quê? Vai me prender por desacato à autoridade de fazendeiro mandão? — provocou, rindo, enquanto voltava a andar, encostando as costas na parede do quarto. Uma das alças da camisola escorregou pelo ombro sozinha, deixando a pele ainda mais exposta.
O controle dele se partiu ali. Em dois passos largos, Taylor a alcançou. As mãos grandes seguraram-lhe a cintura com firmeza, puxando-a contra o corpo dele, fazendo-a sentir cada linha do peito quente e nu. Lila arfou, mas o sorriso vitorioso não saiu dos lábios.
— Você provoca porque sabe que eu não resisto. — ele murmurou, roçando os lábios nos dela.
— Talvez… — respondeu com a voz baixa e o olhar travado no dele. — Ou talvez eu só goste de ver até onde você aguenta antes de… perder a linha.
Taylor riu sem humor, um som baixo, rouco, perigoso. E então a beijou. Não foi um beijo contido. Foi faminto, urgente, um choque de lábios que arrancou o ar de Lila. Ela correspondeu no mesmo ritmo, agarrando os cabelos dele, puxando com força, exigindo mais.
Sem esforço, Taylor a pegou no colo, arrancando uma risada surpresa dela.
— Tá vendo? Eu sabia que ia perder o controle. — sussurrou contra a boca dela, ainda rindo.

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