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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 145

Os corpos ainda estavam colados, como se a própria pele se recusasse a aceitar a distância, quando o quarto mergulhou em um silêncio profundo. Era um silêncio carregado, cheio do peso daquilo que haviam vivido segundos antes, como a calmaria que se instala depois de uma tormenta, quando as ondas cessam e o mar, exausto, encontra repouso.

Cada respiração parecia ganhar corpo, ecoando na penumbra, preenchendo o espaço como se fosse o único som que existia no mundo. O bater compassado dos corações misturados completava a melodia íntima, e por instantes parecia que ambos pulsavam em uníssono, regidos pela mesma batida invisível.

Lila se moveu devagar, ainda trêmula pelo furor que os consumiu, até encontrar o ponto perfeito de aconchego. A cabeça repousada sobre o peito largo de Taylor. O calor dele continuava intenso, irradiando contra a pele úmida dela, como brasas que insistiam em permanecer vivas mesmo depois do incêndio. Gotículas de suor deslizavam preguiçosas pelo corpo, formando pequenos rastros que eram memórias líquidas da paixão voraz que os havia engolido minutos atrás. Não havia mais pressa, não havia mais urgência. Restava apenas aquela doce sensação de pertencimento, de completude, de paz.

Taylor, ainda tentava controlar a respiração, ergueu a mão grande e calejada e, num gesto que contrastava com toda a força bruta do seu corpo, começou a brincar com os fios rebeldes do cabelo dela. Seus dedos afastaram delicadamente algumas mechas grudadas pela umidade na testa de Lila, como se cada toque fosse um gesto reverente, uma prece silenciosa. Era um carinho quase tímido, carregado de cuidado, de adoração. Não havia traço de rudeza ali, pelo contrário, parecia que ele tinha medo de quebrá-la, como se fosse cristal.

— Você é inacreditável, Montgomery… — murmurou por fim, com a voz rouca, grave, ainda embargada pelo prazer e pela avalanche de emoções que o haviam atravessado.

Lila ergueu o rosto devagar, buscando os olhos dele. O azul profundo a capturou no mesmo instante, prendendo-a como se fosse impossível escapar. Um sorriso preguiçoso se desenhou nos lábios dela, iluminado pelo brilho da provocação.

— Inacreditável de boa ou de ruim? — retrucou com doçura, arqueando uma sobrancelha com charme calculado, o tipo de gesto que sabia mexer com ele.

O riso baixo que escapou do peito de Taylor fez o coração dela disparar. Não era apenas um som: era um timbre grave, cheio, que vibrava contra o ouvido dela e reverberava em cada fibra do seu ser.

— De boa. De perfeita. — respondeu sem hesitar, deixando o polegar deslizar sobre a bochecha corada dela. — Às vezes eu acho que não mereço você.

O sorriso de Lila perdeu parte da malícia e se suavizou em algo mais profundo, mais terno. Ela ergueu a mão e deixou os dedos passearem pelo maxilar marcado dele, como se pudesse apagar todas as cicatrizes invisíveis que ele carregava.

— Não fala isso… — pediu num tom quase suplicante. — Você merece, sim.

Taylor fechou os olhos por um instante, respirando fundo, como se travasse uma luta silenciosa contra pensamentos que ainda o assombravam. Quando voltou a encará-la, havia uma sinceridade nua, crua, em seu olhar.

— Não… — repetiu baixinho. — Eu sou um cara complicado demais. Sempre acreditei que nasci para viver como um pássaro, ser livre. — disse sorrindo. — Nunca quis assumir a empresa da minha família, porque sempre quis conquistar o que é meu sozinho. Mas você conhece o meu pai, foi difícil ele aceitar isso e acho que na verdade, no fundo, ele acredita que o nosso casamento vai me fazer mudar de ideia. Mas Lila… — ele encarou Lila nos olhos. — Não é viver atrás de um birô e delegar ordens que eu quero. Eu quero ser livre, viver disso aqui. — Taylor levantou a mão e tocou o rosto de Lila com ternura.

— Sei que você sempre foi acostumada a ter tudo… e eu pretendo continuar te dando, mas quero que saiba que eu não pretendo seguir os passos do meu pai, não da maneira que ele deseja. Vou ser dono do meu próprio futuro e quero que você esteja nele, porque Lila… — ele segurou o rosto dela com as duas mãos… — Mas com você, tudo parece diferente. Você me faz querer ser melhor.

As palavras acertaram Lila em cheio, como flechas certeiras que perfuram sem piedade. Os olhos dela se encheram de lágrimas, não de tristeza, mas de uma emoção avassaladora, tão forte que quase transbordava do peito. Ela se inclinou, pousando um beijo delicado no queixo dele, antes de sussurrar contra a pele quente:

— Você já é melhor, Taylor. Melhor do que imagina. E a única coisa que eu quero é ficar com você…

Ele a envolveu com ainda mais força, como se quisesse protegê-la não apenas do mundo, mas também de qualquer sombra que ousasse se aproximar dela. Os braços largos a seguravam firme, e por alguns minutos não havia tempo, nem relógio, nem espaço, apenas os dois, respirando juntos, existindo um no outro.

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