Quando Taylor e o sogro entraram no carro, o barulho do motor ecoou pela rua tranquila. Lila acompanhou os dois pela janela, sentindo o coração apertado em uma mistura de orgulho e nervosismo. Ver seu pai e Taylor lado a lado, conversando como se já fossem parceiros, despertava nela uma sensação de alívio, como se aquele elo fosse a peça que faltava para completar o quebra-cabeça.
Assim que o carro desapareceu na esquina, sua mãe surgiu atrás dela, com um olhar afiado, típico de quem enxerga muito além do que é dito.
— Então… — começou, cruzando os braços e apoiando-se no batente da porta. — Vai me dizer o que é esse brilho nos seus olhos, ou vou ter que adivinhar?
Lila se virou rápido, tentando disfarçar, mas o rubor em suas bochechas foi imediato.
— Que brilho, mãe? Você está vendo coisas…
Gertrudes entrou na sala carregando uma bandeja de café e umas guloseimas que sabia que Lila amava. Os olhos azuis de Lila brilharam ao ver a fatia generosa de Red Velvet que a governanta segurava nas mãos.
— Gertrudes, eu te amo!
Correu ate o local onde estava a secretaria e pegou a bandeja de suas mãos sem cerimônia e sentou no sofá com ela no colo e começou a devorar a torta.
— Hum… que saudade desse bolo.
A mãe sorriu de canto, aproximando-se dela com calma, como quem não tinha pressa. Passou a mão suave pelos cabelos da filha e olhou fundo em seus olhos.
—Você parece diferente, minha filha. Mais centrada, mas adulta…
— Mais mulher… — completou Gertrudes sorrindo.
Lila parou de comer e corou na hora fazenda as duas mais velhas sorrirem.
— Eu conheço cada expressão desse rosto desde que você nasceu, minha menina. Não adianta tentar esconder. Você está diferente. Está… feliz.
As palavras a atingiram em cheio. Lila baixou os olhos, mordendo o lábio inferior, mas não conseguiu negar. Um sorriso tímido surgiu, e então ela assentiu.
— Estou, mãe… muito mais do que imaginei que poderia estar.
A mulher suspirou fundo, emocionada, e a puxou para um abraço apertado. Gertrudes levou a mão ao peito também emocionada, estava feliz por ver a sua menininha apaixonada.
— Eu sabia que, se existia um homem capaz de controlar você, esse homem seria o Taylor. — murmurou, com ternura. — Só ele para domar esse seu gênio, e ainda fazer você brilhar desse jeito.
Lila riu baixinho, mesmo com os olhos marejados.
— Não sei se é bem “controlar”, mãe… ele me provoca, me desafia, e de algum jeito, me faz querer estar sempre perto.
A mãe sorriu, orgulhosa.
— Pois é exatamente disso que estou falando. Amor de verdade não é só calmaria. É fogo e vento. E ele é o homem certo para você. Pensa que eu nunca percebi a forma que esses seus olhinhos observavam ele?
Lila corou.
— Eu e a Gertrudes sempre comentávamos que por baixo daquela raiva toda existia algo muito mais forte.
— Que bom.
— Ah, e antes que eu esqueça… — disse, retomando o tom animado. — Sua avó ligou ontem. Ela vai passar o fim de semana na fazenda.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário