O quarto estava mergulhado em silêncio quando Lila despertou, um pouco mais tarde do que o costume. O sol já atravessava as cortinas, aquecendo a pele nua sob os lençóis. Ela esticou o braço para o lado, esperando encontrar o corpo quente de Taylor… mas a cama já estava vazia.
Um arrepio de estranheza percorreu sua espinha, mas logo passou quando ela ouviu o som da maçaneta do banheiro girando. A porta se abriu, e Taylor surgiu ali, a passos lentos, ajeitando a manga da camisa, fazendo Lila prender a respiração.
Ele usava uma calça social azul-marinho que valorizava suas pernas fortes e o porte imponente. A camisa branca de botões estava alinhada, justa nos ombros largos, com os dois primeiros botões abertos, revelando parte do peito bronzeado. A gravata estava pendurada no pescoço largo com um ar pretensioso, os cabelos ainda úmidos do banho caíam em ondas rebeldes sobre a testa, e uma gota de água descia pelo pescoço até desaparecer sob o tecido.
Ele parou diante da cama, cruzando os braços, e arqueou a sobrancelha com aquele ar arrogante que só ele tinha.
— Tô gato?
Lila, sem perceber, mordeu o lábio inferior. O rosto corou imediatamente, e ela desviou o olhar, flagrada.
Taylor gargalhou, satisfeito com a reação.
— Vai trocar de roupa, princesa.
Antes que pudesse protestar, Lila se levantou da cama de uma vez. Estava completamente nua, os cabelos assanhados caiam pelos ombros e a pele ainda estava marcada pela noite intensa que tiveram.
Os olhos azuis de Taylor brilharam como fogo, e ele deixou escapar um palavrão, baixo e rouco:
— Porra, amor… assim você não ajuda.
O coração dela disparou ao ouvir a palavra. Amor.
Lila arregalou os olhos por um instante, tentando disfarçar o sorriso que ameaçava surgir. Sem coragem de encarar mais aquele olhar faminto, correu para dentro do banheiro, fechando a porta atrás de si.
Encostou-se à madeira fria, tentando controlar a respiração e as batidas frenéticas do seu coração. As mãos tremeram levemente quando levou os dedos aos lábios.
“Amor…”
A palavra ecoava em sua mente, repetida como um segredo doce demais para ser ignorado. Pela primeira vez, ela sentiu que não era apenas desejo que os unia, havia algo mais forte, mais profundo, crescendo entre eles.
E isso a deixava assustada… e feliz ao mesmo tempo.
Lila demorou mais alguns minutos no banheiro, respirando fundo enquanto se olhava no espelho. Queria parecer confiante, mas o coração ainda estava acelerado pela lembrança da palavra dita por Taylor.
“Amor.”
Aquilo ecoava em sua mente como um segredo precioso.
Tomou um banho rápido e em seguida, vestiu um terninho elegante em tom claro. O blazer acinturado e a saia tipo secretária justa, que valorizava seu corpo esbelto sem perder a sofisticação. Por baixo, uma blusa de seda branca delicada completava o conjunto. Soltou os cabelos, deixando-os cair em ondas leves sobre os ombros. Quando se olhou de novo no espelho, percebeu que o rubor em suas bochechas não vinha apenas do calor ou da pressa, mas da emoção de estar ao lado dele.
Abriu a porta com cuidado, e lá estava Taylor, parado de costas, ajeitando o relógio no pulso. Ao virar-se e vê-la, ficou em silêncio por um instante, como se tivesse esquecido de respirar. Os olhos azuis percorreram cada detalhe, demorando-se na curva da cintura e no desenho das pernas sob o tecido justo.
Sem dizer nada, ele se aproximou, passando os braços fortes ao redor dela por trás. O calor do corpo dele a envolveu, e o hálito quente roçou sua orelha.
— Está linda. — sussurrou, com a voz grave, carregada de algo entre desejo e orgulho.
Lila sorriu, mordendo o lábio, tentando disfarçar o arrepio que percorreu seu corpo inteiro.

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