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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 159

O carro avançava pela avenida em direção ao centro da cidade, o motor roncando baixo enquanto o sol da manhã refletia nos prédios envidraçados e nas fachadas antigas que passavam rápidos pela janela. O cheiro do asfalto recém-molhado pela limpeza das ruas se misturava ao aroma de café vindo das padarias já movimentadas, entrando pelas frestas do veículo e se misturando à essência amadeirada do couro dos bancos.

Ao volante, Taylor mantinha as mãos firmes no comando, os dedos longos deslizando com naturalidade pelo couro do volante. O olhar estava fixo na avenida, atento ao tráfego da manhã, mas havia em sua postura algo relaxado, diferente do costumeiro ar sisudo. Era como se, naquele instante, dirigir não fosse apenas uma tarefa mecânica, mas um espaço de reflexão, quase um ritual de liberdade.

O sogro, sentado no banco ao lado, observava-o em silêncio. Acostumado a ver o rapaz sempre sério, centrado, ficou surpreso ao notar a mudança. O cowboy carregava no rosto uma leveza incomum, como se trouxesse dentro do peito algo maior do que qualquer reunião ou contrato: a certeza íntima de estar exatamente onde deveria estar.

Um sorriso discreto se formou nos lábios de Taylor, tão raro que destoava da imagem habitual de austeridade. O sogro percebeu na hora. Lançou-lhe um olhar de canto, analisando-o com a sagacidade de quem enxerga além das aparências. Então pigarreou, quebrando o silêncio confortável que reinava dentro do carro.

— Vejo que está sorridente, rapaz.

Taylor ergueu uma sobrancelha, e o sorriso escapou ainda mais evidente.

— E estou mesmo.

— Como anda a Lila? — a pergunta veio direta, mas a voz carregava ternura, não desconfiança.

Taylor respirou fundo, como se as lembranças viessem com uma intensidade quase palpável. Lila surgia em sua mente de imediato: os cabelos soltos caindo pelo travesseiro, o rubor suave em suas bochechas quando se irritava, o brilho maroto nos olhos sempre prontos para desafiá-lo. Ele desviou o olhar para a janela, deixando o horizonte se confundir com a imagem dela. Quando respondeu, sua voz grave soou firme, mas também carregada de suavidade.

— Está muito bem.

O sogro assentiu devagar, satisfeito, como se confirmasse uma impressão antiga. Bateu de leve na janela, e um sorriso orgulhoso lhe curvou os lábios.

— Ótimo, rapaz. Se existe um homem capaz de domar a minha filha… esse alguém é você.

Taylor riu baixo, sem ironia. Era um riso honesto, que carregava surpresa e gratidão em igual medida. Virou o rosto, encarando o sogro com os olhos azuis faiscando.

— Eu não quero domar, senhor. — falou com seriedade. — Quero caminhar ao lado dela, do jeito que ela é. Mas, se me permite dizer… acho que foi ela quem acabou me “domando”.

O sogro não conteve a gargalhada sincera que ecoou dentro do carro. Bateu no ombro do genro com camaradagem, satisfeito com a resposta.

— Então vocês dois se completam. E é isso que importa.

Um silêncio confortável se instalou. Era como se ambos tivessem dito tudo o que precisavam. Taylor se recostou mais fundo, deixando a estrada avançar diante deles, sentindo que, pela primeira vez, não carregava apenas a aprovação de Lila, mas também da família dela.

No horizonte, o prédio da Remington Miller Global Holding surgiu imponente, refletindo o sol da manhã em suas linhas de vidro e aço. A cidade se abria diante deles, frenética e moderna, contrastando com a simplicidade da fazenda.

Assim que estacionaram, o sogro ajeitou o paletó e lançou-lhe um olhar firme.

— Vamos, rapaz. Hora de mostrar que, mesmo sem querer assumir a presidência ainda, você nasceu para esse lugar.

Taylor respirou fundo, retirando o chapéu e deixando-o cuidadosamente no banco traseiro. Ajustou o paletó com um gesto rápido, como quem trocava de pele: do cowboy de botas gastas ao executivo que herdava não só uma empresa, mas também um legado.

— Vamos nessa.

Os dois atravessaram o saguão principal. Os funcionários os cumprimentavam com respeito, alguns com admiração discreta. Taylor, com sua altura imponente e a camisa social alinhada, não passava despercebido. Ainda assim, dentro dele, o coração batia acelerado e não pelos negócios, mas pela lembrança de Lila. Ela era seu ponto de equilíbrio.

Na sala de reuniões, foram recebidos por James, com o seu semblante austero e cabelos grisalhos impecavelmente penteados. O homem levantou-se, firme, para cumprimentar os dois.

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