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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 181

O caminho de volta para a casa foi lento, quase preguiçoso, como se nenhum dos dois tivesse pressa de quebrar o encanto que ainda os envolvia. Lila estava acomodada à frente de Taylor no dorso de Diablo, o corpo encaixado entre os braços fortes dele que seguravam as rédeas com firmeza. A cada balanço do cavalo, Taylor se inclinava, aproximando os lábios do pescoço dela, distribuindo beijos lentos e quentes que a faziam sorrir involuntariamente.

O riso suave de Lila se misturava ao som dos cascos contra a trilha de terra, e ela se remexia levemente, tentando se manter séria, mas cedendo ao arrepio doce que os lábios dele provocavam. O cheiro de feno ainda impregnava seus cabelos, misturado ao perfume quente da pele de Taylor, denunciando o lugar onde haviam se rendido ao desejo minutos antes, no silêncio cúmplice do celeiro.

O vento da tarde fresca batia contra o rosto de Lila, mas não era suficiente para apagar o calor que persistia em sua pele. Os beijos dele se alternavam entre ternos e provocativos, fazendo-a perder a noção do tempo. O rubor teimoso em suas faces era a lembrança ardente de cada toque, de cada gemido abafado contra a palha agora reacendida a cada beijo que Taylor insistia em roubar durante o caminho de volta.

Taylor, por sua vez, carregava no olhar um orgulho silencioso. A sensação de tê-la entregue a ele, ali mesmo, entre o cheiro rústico da madeira e a intimidade crua de um lugar tão simples, o deixava diferente. Sentia-se dono de algo maior que a fazenda, maior que a própria vida que levava: dono do coração e do corpo daquela mulher que agora se aninhava contra ele, rendida, mas com a altivez intacta. Taylor se inclinava constantemente para espalhar beijos no pescoço dela.

— Para com isso… — Lila murmurou, rindo, tentando escapar da boca dele, mas sem a menor convicção.

— Parar? — ele provocou, roçando os lábios na curva do pescoço dela e sentindo o arrepio que percorreu sua pele. — Nem pensar. Você devia agradecer por eu estar tornando o caminho de volta muito mais agradável.

Ela mordeu o lábio, tentando conter o sorriso que insistia em escapar. O som suave dos cascos contra a terra, o vento fresco da tarde e o calor dos beijos dele criavam um cenário quase irreal, como se o mundo tivesse sido suspenso só para os dois. O riso dela, misturado ao embaraço e ao prazer, parecia ser a melodia preferida de Taylor.

— Você gosta de me torturar… — ela reclamou em voz baixa.

— Não, princesa. — ele apertou a cintura dela, colando-a ainda mais contra o corpo dele. — Eu gosto de ver você sorrir desse jeito. É diferente… mais meu.

As palavras, ditas num tom rouco e possessivo, incendiaram ainda mais as bochechas de Lila. Ela fingiu revirar os olhos, mas não conseguiu esconder a felicidade que vibrava nela.

Quando o portão da propriedade surgiu, ambos ainda estavam presos ao eco da entrega recente. Diablo trotava firme, como se adivinhasse que carregava mais que dois corpos cansados, levava também o peso doce de um segredo recém-compartilhado.

Mas, ao chegarem diante da casa, a surpresa os fez despertar. No alpendre, entre flores frescas e a madeira aquecida pelo sol poente, estavam duas figuras inesperadas: Fiorella Montgomery e Magnólia Remington. As avós, observavam a aproximação dos dois.

Lila corou imediatamente, tentando se afastar, mas Taylor a manteve junto a si, com a mão firme em sua cintura, como quem não tinha intenção de esconder nada. As duas senhoras trocaram um olhar cúmplice e sorriram com uma mistura de ternura e malícia, como se fossem capazes de ler nos rostos dos netos aquilo que as roupas alinhadas tentavam disfarçar.

Fiorella, sem desviar os olhos, inclinou-se para a amiga e sussurrou em tom baixo, carregado de ironia:

— Parece que o seu neto domou a minha neta… e pelo jeito não foi só no cavalo.

Magnólia abafou a risada, batendo no braço da amiga com leveza, enquanto os olhos brilhavam de pura satisfação. Para elas, aquela cena não deixava margem para dúvidas: havia algo mais profundo acontecendo, e era impossível não se divertir com a evidência.

Taylor desmontou com firmeza, puxando Lila consigo, e, ainda que ela tentasse ajeitar a camisa amarrotada e os cabelos em desalinho, nada poderia esconder os sinais claros do que tinham acabado de fazer. As bochechas coradas, o olhar luminoso e até mesmo o jeito como ela mordia o lábio denunciavam mais do que qualquer palavra.

Fiorella foi a primeira a falar, com a voz firme, mas carregada de malícia:

— Ora, ora… parece que o passeio a cavalo foi mais longo do que esperávamos. — seus olhos percorreram Lila dos pés à cabeça, demorando-se no cabelo desgrenhado. — E, pelo visto, o celeiro foi testemunha de algo mais interessante do que alimentar os cavalos.

Lila arregalou os olhos, engolindo em seco.

— Vovó! — protestou, com a voz mais alta do que gostaria, o que apenas aumentou o rubor em suas faces.

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