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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 192

O sol já subia preguiçoso no céu quando a caminhonete preta de Taylor cortou a estrada de terra batida que levava até a pequena cidade. A poeira avermelhada subia atrás do veículo como uma nuvem viva, dançando ao sabor do vento. O motor ronronava firme, e o cheiro de gasolina misturado ao da terra seca e ao perfume distante das flores silvestres criava aquele aroma típico do interior, mistura de liberdade, trabalho e história.

No banco do passageiro, Maurício observava o caminho pela janela aberta. O vento batia no rosto, trazendo o calor do dia e o som distante de um galo insistente em algum ponto da fazenda. Ele tinha um meio sorriso no rosto, o tipo de expressão de quem está tentando esconder um segredo bonito. O coração ainda batia acelerado pelas lembranças da noite anterior, e cada vez que pensava em Catarina, no “sim” entre lágrimas e risadas, sentia o peito inflar, como se o mundo inteiro coubesse naquela lembrança.

Taylor, ao volante, dirigia com uma mão só, a outra apoiada no vidro da janela. O vento jogava contra o rosto bronzeado, bagunçando alguns fios que escapavam por baixo do chapéu de aba larga. Ele mascava um palito de dente com a tranquilidade de quem não tem pressa pra nada, mas observa tudo, o tipo de olhar esperto e descontraído que só um cowboy de verdade carrega.

A caminhonete balançava suavemente nos desníveis da estrada, e por alguns minutos o único som era o ronco do motor e o farfalhar dos capins à beira do caminho. Até que Taylor quebrou o silêncio com aquele tom grave, arrastado e cheio de humor provocador.

— E aí, parceiro… — disse ele, lançando um olhar de canto, o sorriso começando a se formar antes mesmo das palavras. — Tá com essa cara amassada por quê? Parece que brigou com o travesseiro a noite inteira.

Maurício soltou um riso curto, coçando a nuca, tentando disfarçar o constrangimento.

— Não dormi mesmo.

Taylor arqueou uma sobrancelha, divertindo-se.

— Ah, eu sei bem o motivo disso… — provocou, ajeitando o chapéu com um toque teatral. — Aposto que não foi insônia, foi emoção. Vai me dizer que finalmente criou coragem e fez o pedido?

O outro respirou fundo, mas o sorriso que brotou foi a confissão antes das palavras.

— Fiz.

O cowboy soltou um assobio curto e aprovador.

— Eu sabia! — exclamou, com um brilho satisfeito nos olhos. — Até que enfim esse caboclo criou vergonha na cara. Já tava quase eu pedindo no seu lugar, só pra acabar com a novela.

Maurício balançou a cabeça, rindo.

— Você não presta, Taylor.

— Presto sim, uai! — rebateu o cowboy, fingindo indignação. — Presto pra implicar com você, pra cuidar da minha irmã e pra dar palpite onde não sou chamado. — Fez uma pausa, abrindo um sorriso malandro. — Agora fala, como é que foi? Caprichou nas palavras ou travou na hora e acabou gaguejando igual menino na frente da professora?

Maurício deu uma risada curta, meio sem graça.

— Foi… simples. Levei ela até o riacho, me ajoelhei e abri o meu coração.

Taylor inclinou a cabeça, interessado, mas com aquele ar provocador que era sua marca registrada.

— E aí, como a Catarina reagiu?

O rosto de Maurício mudou na hora, ganhando aquele brilho sereno e apaixonado que denunciava tudo.

— Chorou. Sorriu. Pulou nos meus braços como se não existisse mais nada no mundo. Disse “sim” antes mesmo de eu terminar a pergunta.

Taylor ficou em silêncio por alguns segundos, mas um sorriso largo, genuíno, se formou nos lábios.

— É… minha irmã sempre soube o que queria. — disse com orgulho. — E o que ela quer é você, Maurício.

O futuro cunhado abaixou o olhar, girando o chapéu nas mãos, o gesto tímido de quem ainda não acredita na própria sorte.

— Eu ainda acho que não sou homem suficiente pra ela… mas vou me matar de trabalhar pra ser.

— Cowboy… — disse ela, num tom doce, quase musical. — Não é todo dia que a gente vê um homem assim chegando na cidade.

Taylor ergueu uma sobrancelha, e um sorriso discreto brincou nos lábios. Ele ajeitou o chapéu com calma, deixando o sol dourar seus olhos azuis. E, com toda a naturalidade do mundo, ergueu a mão direita, mostrando a aliança que brilhava firme no dedo.

— Sinto muito, moça — disse, a voz grave e arrastada. — Mas esse cowboy já foi laçado.

A ruiva fez um biquinho, inclinando-se um pouco para frente.

— É uma pena… — murmurou, girando nos calcanhares com um rebolado lento. Saiu desfilando pela praça, o vestido curto subindo um pouco mais a cada passo.

Taylor simplesmente ignorou, como se nada tivesse acontecido.

Maurício, por outro lado, olhava a cena com uma mistura de surpresa e orgulho.

— Quem diria… — disse, cruzando os braços e balançando a cabeça. — O cowboy que não podia ver um rabo de saia sossegou.

Taylor sorriu, virando-se para encarar o cunhado com um brilho divertido nos olhos.

— O cowboy tá apaixonado, meu caro. — disse com firmeza, o tom quase solene. — E por uma princesa de cabelos loiros e o fogo de um touro brabo.

Maurício corou e encarou o cunhado.

— Não precisa dar detalhes.

Taylor só riu, ajeitou de novo o chapéu e caminhou para dentro da venda, enquanto o sol batia nas costas largas, transformando aquele momento simples em um retrato silencioso de quem finalmente encontrou seu lugar.

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