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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 191

A manhã nasceu preguiçosa sobre a fazenda, com o sol ainda tímido iluminando os campos e o cheiro de orvalho fresco entrando pelas janelas da cozinha. Lá dentro, o ambiente já fervilhava de vida. O café passava no coador, exalando aquele aroma forte e reconfortante, misturado ao de pão de milho saindo do forno e manteiga derretendo na frigideira.

Magnólia, sentada à cabeceira da mesa, mexia o café com calma, observando tudo com aquele olhar atento de quem não perdia um detalhe. Fiorella, ao seu lado, já beliscava um pedaço de bolo de fubá, batendo o pé no ritmo de uma cantiga antiga que cantarolava baixinho.

— Essa cozinha tá boa demais hoje. — comentou Fiorella, lambendo os dedos. — Dá gosto acordar cedo quando tem cheiro de pão quentinho. Sinto falta disso quando estou na cidade.

— É verdade, às vezes penso em comprar uma fazenda e vir para cá… — respondeu Magnólia. — Nós duas podíamos fazer isso Fiorella, assim poderíamos curtir os nossos bisnetos e quem sabe encontrar um fazendeiro fogoso e viril para apagar o nosso fogo.

Foi então que a porta se abriu e Maria entrou, equilibrando uma cesta cheia de frutas frescas. Mas algo estava diferente nela. Os olhos baixos, o rosto vermelho e o sorriso tímido denunciavam que algo a perturbava.

Magnólia cruzou os braços e observou a amiga como uma águia que avista presa em campo aberto.

— Ué, Maria… que carinha é essa? Parece até que viu um fantasma, mulher.

Fiorella, mais rápida que um raio, inclinou-se sobre a mesa, quase derrubando a xícara.

— Fantasma? Eu não sei, mas essa expressão aí não é de susto, não… — disse, com um sorrisinho malicioso. — Isso é cara de quem ouviu coisa que não devia!

Maria quase deixou uma maçã cair da cesta.

— Eu? Ah… imagina, dona Fiorella! — gaguejou, tropeçando nas palavras. — Eu só… é que dormi mal, sabe? O calor… a noite foi longa…

— Longa? — repetiu Magnólia, rindo alto. — Aposto que foi! Eu conheço essa cara, Maria!

Fiorella gargalhou, batendo palmas.

— Essa é a mesma expressão que eu fazia quando meu falecido marido chegava do trabalho todo suado e…

— Fiorella! — interrompeu Magnólia, fingindo horror, mas com os olhos faiscando de riso. — Deixa de ser safada mulher.

Maria, coitada, já estava da cor de uma pitanga madura. Tentava a todo custo fugir do assunto, mexendo apressada nas panelas.

— Querem mais café? Eu já vou coar outro… — disse, quase tropeçando nas próprias palavras.

As duas avós trocaram um olhar cúmplice. Magnólia pousou a xícara com calma e apoiou o queixo nas mãos.

— Ah, Maria… não precisa se explicar, minha filha. A gente entende. A vida aqui na fazenda é barulhenta, principalmente quando tem amor de verdade ecoando pelos quartos, não é? Eu já disse, se o meu neto for como o seu falecido avô, ele vai ter muita energia para dar e vender.

Fiorella gargalhou tanto que quase chorou.

— E se juntando com a minha neta, é capaz dos dois colocarem fogo nessa fazenda.

— Dona Fiorella! — exclamou Maria, quase deixando o pano de prato cair. — Que absurdo! Eu não ouvi nada, viu? Nadinha! O menino Taylor é como um filho para mim e a senhorita Lila também.

— Não tenho dúvida disso minha querida. — respondeu Magnólia, balançando o dedo. — Mas somos mulheres e também temos desejos… inclusive Maria, acho que vou levar para um passeio. Quem sabe não encontramos um homem que faça seu corpo tremer novamente.

Fiorella bateu na mesa, rindo alto.

— Pode contar comigo também!

Maria não sabia onde enfiar o rosto. Tentava parecer ocupada, remexendo nas frutas, limpando o balcão que já estava limpo e fingindo que não ouvia nada.

— Credo, vocês duas… parem com isso! — pediu, tentando conter um sorriso nervoso.

— Tá bom, tá bom — disse Magnólia, ainda se abanando. — Vamos mudar de assunto … por enquanto.

A calmaria durou pouco.

Cinco minutos depois, a porta se abriu e, como uma cena de faroeste em câmera lenta, surgiu Taylor. Calça jeans justa, camisa xadrez aberta nos dois primeiros botões, cinto largo com uma fivela reluzente e o inseparável chapéu na cabeça. O sorriso dele era preguiçoso, satisfeito, e o andar… bem, o andar denunciava um homem muito, muito bem-amado.

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