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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 49

Lila Montgomery

Fechei a porta do banheiro com um estrondo que provavelmente ecoou até o fim do corredor. Encostei as costas nela e respirei fundo, tentando controlar o calor que subia pelas minhas bochechas e pelo resto do corpo.

O perfume dele ainda estava grudado em mim. Ou talvez fosse o cheiro do quarto, da tensão, do toque dele…

O toque.

Fechei os olhos e lá estava de novo. A lembrança da mão dele firme na minha cintura, como se tivesse algum direito, como se aquele gesto fosse natural, inevitável. Os dedos longos e calejados apertando minha pele como se me moldassem ali, contra ele. E o beijo... Meu Deus, o beijo.

Na minha nuca. Lento, quente, intencional.

Senti meu corpo inteiro responder à memória, um arrepio subiu pela espinha e fez minha pele formigar.

A mão dele tinha subido pelos meus quadris e, por um segundo, tocou meu seio com um cuidado que só aumentou o efeito. O toque sutil e delicado do seu polegar no meu mamilo quase me fez gemer. Esse pequeno e “inocente” gesto durou apenas, meio segundo que mais pareceram uma eternidade. Era como se ele dissesse “ eu posso te incendiar só com isso”.

E o pior, ele podia.

Senti o pulsar entre as pernas de novo. Como se estivesse viva demais, sensível demais. Meu Deus, eu era virgem, nunca estive com um homem antes, não dessa maneira, e agora meu corpo ardia e desejava por ele cada dia mais.

— Deus… eu vou enlouquecer — sussurrei, tirando o robe com pressa e girando os registros do chuveiro até o máximo de água fria.

— É isso que você precisa, Lila. Um banho gelado, estupidamente gelado para acalmar os ânimos.

O jato caiu gelado sobre a minha pele em brasa, me fazendo prender a respiração. Era isso ou abrir a porta daquele maldito banheiro e me jogar nos braços dele. Mas eu sou Lila Montgomery e está para nascer um homem que me desestabilize.

Inclinei a cabeça para trás, deixando a água escorrer pelo meu rosto, tentando lavar aquela lembrança, aquela maldita sensação, mas era inútil.

Porque no instante em que fechei os olhos, lá estava ele de novo. A imagem de Taylor tomando banho, molhado, me encarando completamente nu e com aqueles olhos azuis em chamas.

E aquela ereção? Céus…

Quando passei pelo espelho, vi a mulher que aprendi a ser: firme, contida, letal. Do tipo que atravessa campos em silêncio, sem piscar, enquanto o mundo inteiro observa sem entender se deve temê-la ou adorá-la.

Eu também não sabia a resposta, só sabia que aquela mulher precisava sair dali antes que explodisse por dentro.

Saí do quarto com a cabeça erguida e os passos firmes. Atravessei o corredor sem olhar para os lados, mesmo sabendo que os olhos dele estavam ali, em algum lugar atrás de mim. Me seguindo, me sentindo.

E sim, eu também sentia.

Desci os degraus da varanda como quem desce para um duelo. O sol batia oblíquo sobre o campo, dourando as tábuas da varanda e aquecendo o ar, mas dentro de mim tudo era vulcão.

O cheiro de café me atingiu antes mesmo de chegar à cozinha, e por um segundo, pensei em voltar. Fingir dor de cabeça, febre, possessão demoníaca, qualquer desculpa que me afastasse do homem que quase me desmontou com uma mão na cintura.

Mas continuei andando, porque recuar nunca foi o meu jeito.

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