Lila se revirava pela terceira vez naquela noite, sentindo o calor do corpo de Taylor irradiar por baixo do cobertor onde ambos tentavam dormir. Ele estava tão perto. Perto demais. Seu peito nu tocava de leve suas costas, e cada vez que ela fechava os olhos, o cheiro amadeirado da pele dele invadia seus sentidos, despertando sensações que ela não queria, ou não devia, sentir.
Ela suspirou, tentando encontrar uma posição que a afastasse um pouco dele, mas cada vez que fazia isso, como se o demônio estivesse tentando, Taylor se aproximava mais. Cada vez mais, ela sentia o calor dele como uma brasa viva, e o próprio corpo começava a traí-la. Um arrepio subia por sua espinha toda vez que a respiração de Taylor roçava sua nuca.
Por que ele tem que ser tão quente? — pensou, franzindo a testa.
O cansaço, no entanto, começou a pesar. Apesar do coração acelerado, do desejo que sentia e dos pensamentos conturbados, seus olhos foram se fechando pouco a pouco, até que finalmente o sono a venceu.
O sol da manhã começava a aquecer lentamente os campos da fazenda Sun Valley. Os galos cantavam ao longe, as janelas ainda estavam embaçadas pela mudança de temperatura. Dentro do quarto, tudo era silêncio… exceto pelos corpos entrelaçados sob o cobertor cinza de algodão grosso.
Lila acordou com uma estranha sensação de calor.
Não era o tipo de calor que vinha do sol. Era um outro tipo de calor, mais íntimo, mais… masculino.
Seu nariz estava enterrado no travesseiro, mas o que a despertou de verdade foi o leve roçar de uma respiração quente na sua nuca.
E, então, ela sentiu.
O corpo de Taylor estava completamente colado ao seu. O peito firme encaixado às suas costas, o quadril dele, alinhado perfeitamente à sua bunda, uma das mãos, grande, quente, possessiva, envolvia sua cintura com firmeza.
E a outra…
A outra estava repousada suavemente sobre seu seio esquerdo.
Lila congelou inteiramente.
Mas o que a fez quase desmaiar foi o que sentiu pressionado contra sua parte traseira.
Um volume firme, grande, palpitante.
O calor subiu de uma vez só da nuca até o rosto. O ventre se contraiu involuntariamente, os pelos do corpo se arrepiaram, o perfume dele, amadeirado, masculino, quente, invadiu seus sentidos como uma droga perigosa.
Meu Deus… ele está… ele está mesmo… duro? — pensou.
A pulsação na base das costas respondeu por ela.
Sim e como estava. Num impulso de pânico e desespero, Lila se virou com um grito abafado e empurrou Taylor com força.
— SAI DE CIMA DE MIM, SEU ANIMAL!
Taylor caiu da cama com um baque surdo, o lençol escorregando junto com ele. O impacto o fez acordar imediatamente.
— MAS QUE PORRA…?!
Ele se sentou no chão, ainda desnorteado, o cabelo bagunçado e os olhos semicerrados.
E foi então que Lila viu.
A cueca preta, agora claramente insuficiente, marcava sem nenhum pudor a ereção matinal de Taylor. Os olhos dela arregalaram, a boca se abriu, mas nenhuma palavra saiu. Seu rosto corou violentamente.
— S-seu… s-seu depravado! Como ousa?!
Taylor passou a mão no rosto, ainda grogue, e resmungou:
— Eu… o quê?!
— Você me agarrou! Dormiu colado em mim! Sua mão estava no meu… no meu… PEITO!
Ele olhou para o lençol, olhou para ela, e depois para si mesmo e sorriu devagar e perigosamente.
— Você acordou e a primeira coisa que notou foi minha mão no seu peito? — ele murmurou. — E a segunda foi minha… hmm… outra mão?
— Não é engraçado!
— Olha, princesa, se eu fosse te agarrar, você saberia. Ia ter música, velas, talvez uma espora decorativa envolvida.
— Eu devia te denunciar por abuso noturno!
— Denuncia seu travesseiro também, porque ele estava entre as minhas pernas.
— Você é nojento!
— Acorda, Lila! Eu estava dormindo! e nem sabia o que estava fazendo! Você acha mesmo que se eu tivesse plena consciência, eu ia me agarrar em você assim? — ele rebateu, tentando se recompor, cobrindo sua ereção com o lençol.
Lila cruzou os braços, com o cobertor ainda firme em volta do corpo.
— Então você só se agarra em mim quando está inconsciente? Ótimo saber, Taylor. Que honra, viu!
— Ah, por favor. Você acha que é fácil dividir minha cama com você toda cheirosa do meu lado? — ele soltou, irritado. — Eu sou homem, Lila, não uma pedra!
Ela ficou muda por um segundo, com o rosto ainda em chamas, antes de jogar o travesseiro da cama nele com força.
— Você é um animal, isso sim!
Taylor segurou o travesseiro, jogado contra seu peito, e olhou para ela com uma expressão que misturava frustração, desejo contido e pura confusão. Se levantou ainda segurando o travesseiro contra o corpo e disse:

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