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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 50

O sol ainda se erguia preguiçoso sobre os campos da Fazenda Sun Valley, como se ele próprio precisasse de tempo para despertar. Uma névoa tênue estendia-se como véu úmido pelos pastos, desenhando sombras nas cercas de madeira, nos cavalos que pastavam ao longe, e nas árvores que escoltavam a estrada de terra batida.

O ar da manhã era frio e carregava o perfume familiar do campo, grama molhada, madeira antiga e o aroma reconfortante do café sendo passado na cozinha.

Lá dentro, em contraste com a calmaria externa, a vida já fervilhava. O calor do fogão a lenha preenchia o ambiente, fazendo o vapor subir em espirais perfumadas. O cheiro doce do bolo de milho recém-assado se misturava ao do pão de queijo dourando no forno e ao café forte, envolvente, que parecia dar corda à casa.

Maria, vestida com seu avental florido, movia-se pela cozinha com a precisão de quem monta um altar. Arrumava a mesa com devoção, talheres no lugar exato, guardanapos dobrados como se fossem flores. Aquilo não era só um café da manhã, era um ritual. Ela torcia pelo jovem casal, mesmo percebendo que Lila não seria fácil e que seu menino também não iria facilitar, mas percebeu a troca de olhares entre os dois, já existia alguma coisa acontecendo por ali.

— Esses dois precisam de comida no estômago. Vai ver, depois disso, trocam elogios em vez de farpas. — disse ela, com um sorriso matreiro, piscando para Catarina.

Catarina já estava sentada à mesa, com perna cruzada, café em mãos, e um sorrisinho no canto da boca como quem assiste à sua novela favorita, ao vivo e em cores.

— Pelo o que vi lá no quarto, acho que eles precisam de muito mais do que café. — sussurrou sorrindo.

Pouco depois, Lila entrou na cozinha. Ao vê-la, Catarina sorriu com os olhos brilhando de expectativa.

— Então, cunhadinha, vamos dar uma volta pela fazenda depois do café?

— Com toda certeza. — respondeu Lila, sentando-se com elegância e sorrindo discretamente para a cunhada e para Maria. — Bom dia Maria, a mesa está maravilhosa.

— Bom dia minha menina, espero que se alimente bem.

A mesa era farta: pães caseiros, bolos, frutas frescas, queijo e café fumegante. Maria observava tudo com satisfação, o orgulho do trabalho bem-feito estampado no rosto.

— Dormiu bem, cunhadinha? — provocou Catarina, já antecipando diversão.

Mas antes que Lila pudesse responder, Taylor apareceu na porta. A barba recém-feita, os cabelos ainda úmidos, vestia uma camisa de flanela aberta sobre a camiseta branca. Seus olhos se fixaram imediatamente em Lila, como se o resto do mundo desaparecesse.

Lila apertou a caneca com mais força.

— Dormi o suficiente... considerando que acordei com um tarado colado em mim — disse, com naturalidade, sem sequer olhar em sua direção.

Taylor se aproximou da mesa, erguendo as sobrancelhas.

— Tarado, é? Agora sou tarado porque dormi abraçado com você numa cama que mal acomoda dois humanos?

— Só ressaltando que a cama é “enorme” e acomoda muito bem duas pessoas e você não estava abraçado, Taylor. Estava grudado. E com... uma “arma carregada” apontada para mim. — rebateu, enquanto pegava um pedaço de bolo com falsa inocência.

Catarina gargalhou tão alto que bateu na mesa, assustando Maria, que deu um pulo.

— Ave Maria, que escândalo! — exclamou a cozinheira.

— Eu já sabia que o clima entre vocês era quente, mas isso aí tá virando novela mexicana com classificação indicativa. — comentou Catarina entre risos.

Taylor revirou os olhos, servindo-se de café.

— Eu estava dormindo, ok? Culpem minha biologia, não minha intenção.

— Claro. — murmurou Lila, com um sorriso venenoso. — A biologia agora é desculpa para agarrar pessoas inocentes.

— Inocente? Você? — Taylor riu. — E para eu rir?

— O que está insinuando Taylor Remington?

— Não estou insinuando nada, apenas que não precisava me empurrar da minha própria cama.

— Agradeça por eu não ter jogado a cadeira junto.

Catarina secava as lágrimas de tanto rir.

— Vocês dois precisam de terapia de casal. Ou de um quarto separado. Ou só transar logo pra acabar com essa tensão.

— CATARINA! — gritaram Lila e Taylor ao mesmo tempo, indignados.

Maria arregalou os olhos e ficou apenas analisando a discussão diante de si, orando que os dois não acabassem se matando.

O silêncio pairou por um instante.

Taylor sentou-se à cabeceira e mexia o café com o olhar perdido, como se cada volta da colher também girasse seus pensamentos. À sua frente, Lila passava manteiga no pão com tanta precisão e calma que parecia esculpir a Mona Lisa com uma faca de prata.

Usava jeans claros que moldavam suas curvas e uma camisa branca de botões. O cabelo estava preso em um coque bagunçado e impecável ao mesmo tempo, como se dissesse “acordei assim, naturalmente perfeita”.

Sentava-se à mesa com postura de realeza em território hostil: coluna ereta, queixo erguido e a expressão de quem já viu coisa melhor, embora o coração ainda batesse rápido por causa da troca de farpas anterior.

— Você sempre come tudo isso de manhã? — perguntou, olhando o prato de Taylor com uma mistura de curiosidade e julgamento.

— Você sempre come com essa cara de quem tá fazendo um favor pro pão? — rebateu Taylor, mordendo o bolo e encarando-a de volta.

Catarina gargalhou.

— Bom, pelo menos agora estão trocando mais que insultos. Já é progresso.

O som de cascos no terreiro ecoou de repente, quebrando o clima. Taylor se levantou, instintivamente indo até a janela. Ao ver quem chegava, seus olhos mudaram.

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