O quarto estava mergulhado em meia-luz, iluminado apenas pelos clarões esporádicos dos relâmpagos que entravam pela fresta da janela. O som da chuva seguia constante, abafando os pequenos ruídos que escapavam da cama, enquanto o silêncio entre eles ficava cada vez mais denso, carregado de tensão.
Lila ainda estava recostada contra o peito de Taylor, o coração acelerado, o corpo inteiro em alerta. Tentou controlar a respiração, mas cada vez que se lembrava do volume marcado sob o short de dormir dele, o calor subia ainda mais, queimando-lhe a pele.
Ela fechou os olhos, tentando se recompor, mas a mente insistia em reproduzir a imagem. O corpo reagia por conta própria, sem pedir permissão à razão. Com um suspiro baixo, quase imperceptível, a mão dela deslizou devagar por baixo do lençol, hesitante a princípio, até pousar sobre o abdômen firme de Taylor.
Ele respirou fundo, o peito se expandindo contra as costas dela, mas não disse nada. O braço dele, ainda envolto na cintura de Lila, apertou levemente, como se quisesse mantê-la ali, perto.
Lila hesitou por um instante, os dedos trêmulos sobre a pele quente, e então deixou a mão descer devagar, até alcançar o elástico do short de dormir. O toque foi leve, quase inocente, mas Taylor reagiu imediatamente. Um suspiro rouco escapou dos lábios dele, profundo, grave, carregado de tensão.
— Lila… — murmurou, a voz arrastada, rouca, tentando manter o controle. — Não precisa…
— Eu quero — sussurrou ela, firme, sem olhar para trás, como se a coragem viesse do desejo que pulsava forte demais para ser ignorado.
Taylor fechou os olhos por um segundo, a respiração pesada, e então relaxou contra ela, permitindo.
Lila deslizou a mão para dentro do short dele, sentindo o calor que emanava dali. Os dedos tocaram a ereção rígida e um gemido baixo, abafado, escapou da garganta dele, quase como um aviso. Taylor apertou o lençol com a mão livre, o maxilar travado, os olhos semicerrados, tentando conter o impulso de se mover contra a mão dela.
— M-meu Deus… — ele arfou, a voz mais grave, mais pesada. — Você não sabe o que tá fazendo comigo…
Lila, ainda de costas, mordeu o lábio inferior, sentindo o corpo dele estremecer contra o seu. O toque dela começou lento, suave, explorando cada reação, cada mudança na respiração dele. Taylor arqueou levemente os quadris, incapaz de controlar os movimentos, e um gemido mais profundo escapou, abafado contra o pescoço dela.
— Isso… — murmurou, a voz quase um sussurro rouco. — Continua…
Os dedos dela se ajustaram, o ritmo aumentando aos poucos, e a respiração dele se tornou irregular, quente contra a pele sensível do pescoço dela. Taylor apoiou o rosto na curva entre o ombro e o cabelo de Lila, os lábios tocando a pele dela sem pensar, e o gemido que escapou foi baixo, carregado de prazer.
— Lila… — disse entre suspiros, quase implorando. — Não para…
A cada movimento dela, o corpo dele reagia mais. Os músculos tensos do abdômen se contraíam, o peito subia e descia rápido, e os dedos cravados no lençol denunciavam o esforço que fazia para não perder o controle.
— Merda… — ele arfou, a voz rouca, quente contra a pele dela. — Você vai me deixar maluco…
Lila sentiu o corpo dele tremer levemente contra o dela, os gemidos ficando mais frequentes, mais profundos, até que Taylor agarrou o quadril dela com força, os dedos marcando a pele. Ele inclinou o rosto, pressionando a testa contra as costas dela, respirando pesado, como se estivesse lutando contra o próprio corpo.
O ritmo aumentou, e o som abafado da respiração dele misturava-se ao barulho da chuva batendo no telhado. Os músculos do corpo dele se retesaram de repente, o gemido que escapou foi grave, arrastado, incontrolável.
— Lila…! — o nome dela saiu entrecortado, como um lamento, carregado de prazer.
Ele atingiu o ápice com um gemido profundo, abafando o som contra a pele do ombro dela, os quadris pressionando instintivamente contra a mão dela. O corpo inteiro dele se contraiu, os dedos apertaram o lençol com força, até que, aos poucos, foi relaxando, deixando escapar um suspiro longo e pesado.
Mordeu o lábio inferior com força, sentindo o rosto queimar de vergonha e desejo ao mesmo tempo.
“Por Deus…”, pensou, fechando os olhos, “eu quero mais…”
Sentiu o corpo inteiro reagir só de lembrar a intensidade do momento, os sons abafados dele, o calor da pele, o peso da respiração contra seu pescoço.
Na tentativa de se recompor, abaixou-se, pegou a calcinha jogada no chão e a vestiu com as mãos trêmulas, como se aquele simples gesto fosse capaz de aplacar o fogo que ainda ardia por dentro, mas não adiantou. Nada acalmava a fome que começava a crescer outra vez.
Foi então que ouviu o som da água do chuveiro parar, seguido pelo barulho da porta do banheiro se abrindo. Num reflexo, deitou-se rapidamente na cama, puxando o lençol até os ombros e fechando os olhos, fingindo que dormia. O coração, no entanto, batia tão alto que parecia denunciá-la.
O quarto voltou a mergulhar no silêncio, quebrado apenas pelo som dos passos dele se aproximando. Sentiu o colchão afundar ao lado do seu corpo quando ele se deitou e o calor dele a envolveu outra vez, sentindo o cheiro do sabonete misturado com o perfume natural dele.
Taylor não disse nada no início. Apenas se inclinou devagar, encostando os lábios suavemente no ombro descoberto de Lila, depositando um beijo singelo, mas carregado de um peso que fez a respiração dela falhar por um segundo.
— Dorme, minha princesa… — ele sussurrou, tão perto que a voz grave roçou a pele dela, fazendo-a estremecer.
Lila manteve os olhos fechados, tentando controlar a própria respiração, mas o sorriso que ameaçava surgir nos lábios a denunciava.
Por mais que tentasse fingir calma, sabia que dormir naquela noite seria impossível. Porque o desejo pulsava forte demais, e o calor dele ao lado apenas tornava tudo mais insuportável.

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