O som da chuva contra o telhado parecia mais distante agora. Não porque tivesse diminuído, mas porque cada batida do coração deles abafava o resto do mundo.
Lila estava agora de costas para ele e Taylor mantinha o braço em torno da cintura dela, sentindo a seda escorregar sob seus dedos. A pele dela, quente apesar do frio da noite, contrastava com o tecido gelado da camisola, e ele sabia que estava ultrapassando a linha que vinha tentando respeitar, ou, pelo menos, fingir que respeitava.
Ela sentia o peso do olhar dele mesmo na penumbra. O peito dele subia e descia devagar, mas a respiração estava carregada, densa.
— Você devia se afastar… — murmurou ela, mas não deu um único movimento para sair dos braços dele.
Ele sorriu de canto, e sussurrou com a voz baixa e rouca.
— Acho que você não quer que eu faça isso.
O dedo dele desenhou um caminho lento pela lateral do corpo dela, levantando discretamente a camisola e sentindo a pele macia e quente sobre o seu toque. Lila fechou os olhos e mordeu os lábios tentando conter o desejo, mas Taylor sorriu e logo sua mão caminhou até a base do seio, onde parou, pressionando de leve fazendo ela prender a respiração e o corpo inteiro estremecer.
— Taylor… — ela tentou advertir, mas o nome saiu como um suspiro.
— Fala, princesa… — ele provocou, aproximando o rosto até que os lábios roçassem a pele sensível do pescoço dela.
Um arrepio percorreu-lhe a espinha quando ele distribuiu beijos quentes ao longo da linha do maxilar, descendo para o ombro exposto. A mão dele, antes parada, começou a explorar com mais ousadia, contornando a lateral do seio por cima da seda, fazendo o polegar roçar devagar no tecido.
Ela se virou levemente, ficando de frente para ele, e os olhos se encontraram. Não havia mais espaço para fingir indiferença. Taylor segurou o rosto dela com uma das mãos e a beijou, não o beijo apressado do celeiro, nem o alvoroçado de logo cedo, mas um mais lento, profundo, carregado de tudo que vinha sendo reprimido.
Lila respondeu no mesmo ritmo, uma das mãos subiu para o pescoço dele, puxando-o mais para perto. A perna dela roçou na dele, e ele aproveitou para enlaçar sua coxa, aproximando ainda mais os corpos.
A mão que estava na cintura deslizou para baixo, encontrando a barra da camisola. Sem quebrar o beijo, ele deixou os dedos explorarem a pele nua da coxa, subindo devagar, até chegar à curva onde ela era mais sensível.
O toque firme e quente fez Lila arfar, quebrando o beijo por um instante para buscar ar. Taylor aproveitou para observar a expressão dela, os olhos semicerrados, os lábios entreabertos e o rubor natural no rosto.
— Você é linda assim… — murmurou, com a voz mais grave do que nunca.
O quarto parecia menor, o ar, mais denso. Cada movimento deles era lento, calculado, mas ainda assim cheio de urgência.
Taylor manteve a mão sob a barra da camisola, explorando a pele quente da coxa de Lila. O polegar roçava de leve, subindo mais a cada segundo, como se testasse até onde ela o deixaria ir.
Ela, por sua vez, segurava firme no ombro dele, o corpo dividido entre a vontade de puxá-lo mais para perto e o instinto de manter alguma distância.
— Taylor… — murmurou, mas a voz soava mais como um pedido para que ele não parasse.
Ele se inclinou novamente, a boca encontrando a dela em um beijo mais profundo. As línguas se tocaram com fome, e Lila sentiu o corpo inteiro responder e um calor pulsar no baixo-ventre.
A mão dele subiu mais, chegando perigosamente perto de onde ela estava mais sensível.
— Você tá tremendo… — ele provocou, com a voz baixa e carregada, roçando os lábios no ouvido dela.
— Eu… não tô. — mentiu, arfando.
Taylor sorriu contra a pele dela e, sem pressa, deslizou os dedos para dentro da fina barreira do tecido que cobria sua intimidade. O toque foi suave no início, exploratório, até encontrar exatamente onde ela reagia mais.
Lila soltou um gemido baixo, abafando-o contra o ombro dele, enquanto as unhas marcavam a pele quente do braço que a segurava.
Ele apenas sorriu, baixando o olhar por um instante enquanto tirava a peça por completo e a deixava cair no chão, ao lado da cama. O silêncio tomou conta do local e Lila percebeu o que estava prestes a acontecer. O corpo inteiro dela reagiu, o coração batendo forte, a respiração acelerada, e, embora houvesse um choque inicial, ela não o impediu.
Taylor se abaixou devagar, segurando firme na cintura dela. O toque das mãos grandes contra a pele nua arrancou um suspiro involuntário de seus lábios. Ele se posicionou entre suas pernas, que tremeram levemente com o contato, e então, sem pressa, inclinou-se, aproximando os lábios da intimidade dela.
Quando o primeiro toque quente e úmido da língua dele a atingiu, Lila arqueou as costas no mesmo instante e um gemido baixo escapou antes que pudesse conter. Os dedos dela se enroscaram nos lençóis, e sua respiração se tornou ainda mais irregular, enquanto fechava os olhos com força. A surpresa percorreu todo o corpo, mas o prazer veio tão rápido que qualquer resquício de resistência desmoronou.
Taylor explorava cada reação dela, com movimentos precisos, firmes, mas suaves o suficiente para enlouquecer. O corpo dele se mantinha colado ao dela, o calor dele envolvendo-a, e o som abafado da respiração dele contra a pele só aumentava o efeito.
— T-Taylor… — ela gemeu, com os dedos agora cravados nos cabelos dele, puxando de leve, como se implorasse por mais e ao mesmo tempo tentasse controlar a intensidade.
Ele levantou o olhar por um breve instante, encontrando o dela por baixo dos cílios pesados, e sorriu contra a pele sensível, continuando os movimentos com ainda mais firmeza e mais precisão. O corpo dela se contorcia sob o dele e a respiração estava no limite.
A cada instante, a tensão aumentava e o prazer subia como uma onda prestes a quebrar. Lila não sabia mais se queria fugir ou se entregar, mas o corpo escolheu por ela. Os quadris se ergueram, acompanhando o ritmo imposto por ele, e um gemido mais alto escapou de seus lábios, abafado pela palma da própria mão.
Taylor não disse nada. Não precisava. Cada gesto, cada toque, cada suspiro dele deixava claro o quanto a queria. O quarto parecia menor, o ar mais denso, e tudo o que existia ali era a sensação que ele provocava nela.
Até que, por fim, uma onda intensa de prazer tomou conta do corpo de Lila, arrancando um gemido longo e trêmulo de seus lábios. Ela arqueou o corpo, enquanto os dedos apertavam com força os lençóis, até que a tensão foi se desfazendo aos poucos, deixando-a mole, ofegante, com o coração batendo descontrolado.
Taylor permaneceu entre as pernas dela por um instante, respirando fundo, com os lábios ainda úmidos, antes de subir devagar, cobrindo o corpo dela com o seu. Passou os dedos pelos cabelos dela, afastando os fios da testa, e encostou a testa na dela, ainda ofegante.
— Você não faz ideia… do quanto me deixa louco. — sussurrou, com a voz grave, baixa, quase um desabafo.
Lila fechou os olhos, tentando recuperar o fôlego. O corpo inteiro ainda tremia, e o som da chuva voltava a preencher o quarto, como se tentasse apagar os limites do que tinham acabado de fazer. Ela sabia que tinha cruzado um ponto sem volta… mas, naquele momento, não se importava.

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