O sol filtrava-se pelas frestas da cortina, tingindo o quarto com um dourado suave. O cheiro de terra molhada ainda vinha da chuva da noite anterior, e o ar tinha aquela umidade fria de manhã cedo.
Lila despertou devagar, o corpo ainda pesado, a lembrança da noite anterior viva demais para deixá-la relaxar. Tateou o lado da cama e percebeu que estava vazio. Taylor não estava ali.
Ouviu o som abafado do chuveiro ligado. A curiosidade, misturada com algo que ela não queria admitir, a fez levantar. Caminhou descalça até a porta do banheiro, que estava apenas encostada, e um fio de vapor escapava pela fresta.
Ela hesitou por um segundo, mas então ouviu o som da água caindo, a respiração dele e, entre um suspiro e outro… o próprio nome dela, rouco, arrastado.
— Lila…
O coração dela disparou.
A pele se arrepiou inteira, e os pés pareciam colados ao chão. Não conseguiu conter a curiosidade e deu mais um passo, e viu pela abertura. Taylor estava debaixo do chuveiro, a água escorria pelos ombros largos, os músculos do abdômen se contraiam a cada movimento de sua mão.
Ele estava com a cabeça encostada no box de vidro, com os olhos semicerrados, a boca entreaberta, completamente alheio a qualquer coisa que não fosse o momento. Outro gemido baixo escapou e novamente o nome dela foi dito, porém mais urgente agora.
Lila prendeu a respiração, sentindo o rosto queimar. Parte dela queria recuar, fechar a porta e fingir que não tinha visto nada. A outra parte… não conseguia se mover.
O vapor do chuveiro deixava a sua visão turva, mas não escondia a intensidade da cena. O som grave e irregular da respiração dele parecia preencher todo o espaço, e cada vez que o nome dela escapava de seus lábios, era como se algo dentro dela se acendesse.
Ela deu um passo para trás, rápido, antes que ele percebesse. Voltou para o quarto, encostou-se à parede, sentindo o coração descompassado. Tentou respirar fundo, mas a imagem dele debaixo da água, com o corpo molhado e o nome dela na boca, ficou gravada na mente como uma chama difícil de apagar.
Lila ainda estava encostada na parede, tentando regular a respiração, quando ouviu o chuveiro ser desligado. O silêncio repentino pareceu intensificar o som acelerado do próprio coração. Ela correu até a cama, sentou-se e puxou o lençol sobre as pernas, como se tivesse estado ali o tempo todo.
A porta do banheiro se abriu, e uma onda de vapor invadiu o quarto. Taylor surgiu enrolado em uma toalha na cintura, gotas de água escorrendo pelo peito e braços, o cabelo molhado caindo sobre a testa.
Ele deu dois passos para dentro e, ao notar que ela estava acordada, sorriu de leve.
O quarto ainda estava mergulhado em um silêncio, quebrado apenas pelo som do próprio coração de Lila, que parecia ecoar dentro dos ouvidos. O sol filtrava-se pelas frestas da cortina, iluminando a pele dela com um dourado suave, mas o ar carregava a umidade fria da chuva da noite anterior e uma sensação que contrastava com o calor que começava a se espalhar pelo corpo dela só por vê-lo ali.
Taylor deu mais um passo para dentro do quarto, o piso de madeira rangeu sob seus pés descalços. A toalha pendia baixa na cintura, e as gotas de água escorriam pelo peito, desciam pelo abdômen definido e se perdiam na borda do tecido. O cabelo molhado caía desordenado sobre a testa, e o brilho úmido dos ombros largos refletia a luz dourada do amanhecer.

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