Meu nome é Kirio White e tenho 24 anos. Já sou uma "mulher" e meu marido é meu inimigo mortal – Ezequiel Davis.
"Ei, não se davam bem, né? Por que quis se casar com ele?"
Diante dessa pergunta feita por todos que nos conheciam, a minha resposta sempre foi a mesma.
"Brincar é proximidade, repreender é amor. Sem brigas, sem problemas, sem amor. Essa foi a única forma que encontramos de conviver."
Porém, agora, ao encontrar minha melhor amiga Yvonne Gray, só consegui reclamar dos últimos dois meses. Ela acabou de chegar dos Estados Unidos e, além de cansada, está chocada por eu ter me casado com Ezequiel Davis.
"É uma longa história."
"Então vamos direto ao ponto."
"Foi em uma noite escura. De repente, relâmpagos brilharam no céu e uma forte chuva caiu..."
"..." Ela estava sem palavras. "Não descreva a cena. Vamos direto para a história principal!"
"O filme está passando na minha cabeça agora. Você tem que ter paciência, você..."
"Tudo bem. Me ignore. Continue!"
“Naquela noite, meus pais não voltaram da casa da minha avó. Eu estava com tanta fome que me levantei para fazer noddles.
“A porta, que não estava trancada, foi aberta de repente. O idiota do Ezequiel Davis entrou do nada na minha casa encharcado e espalhou água suja e pegadas por toda a sala de estar. Ele gosta de ser furtivo e caminhou direto na minha direção com o rosto sombrio.
“Naquela hora, olhei para ele atordoada, e não percebi que os noodles que eu pegara com os hashis haviam escorregado pela mesa.
“‘Kirio White, vamos nos casar!’ Davis não disse mais nada e foi direto ao assunto do casamento.
“Fiquei atordoada. Larguei meus hashis e fui ao banheiro pegar uma toalha para jogar na cabeça dele e falei, ‘Você é louco, fale comigo quando estiver são’.
“Quando fui segurar o guarda-chuva para ele, fiquei surpresa ao vê-lo com o rosto cheio de lágrimas.
“Foi a primeira vez que vi aquele homem arrogante e indiferente chorando. Provavelmente, foi a única vez na vida que ele chorou, mas não me atrevi a olhá-lo por falta de coragem e por ter me compadecido da situação.
“A partir daquele momento, ele não tinha mais família no mundo. Que tipo de dor ele sentia?”.
Fiquei perdida em pensamentos por um bom tempo. Se a Yvonne não tivesse me chamado, teria me lembrado do que tinha acontecido nos últimos três meses.
Ela não havia dito aos pais que retornaria naquele dia, pois estava com medo de que a esperassem no aeroporto desde cedo, então contara apenas para mim.
Quando voltou para casa, os pais ficaram chocados e surpresos. Ofereceram um jantar de boas-vindas e eu fui convidada.
Depois de comer e beber, fui embora. Quando cheguei, o casarão estava silencioso e frio como sempre. Exceto eu, não havia mais ninguém.
Ezequiel era muito ocupado e voltava muito tarde todos os dias. De qualquer forma, quando ele voltou, eu estava quase dormindo. Acordei apressada para sair, e só tive um segundo para olhá-lo. Não nos falamos.

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