Depois de tomar um banho, eu me deitei na cama, mas fiquei me mexendo e não consegui dormir. Então, simplesmente me levantei e fui até a cozinha fazer o jantar e fiz um pouco para o Ezequiel também.
Depois de comer, fiquei entediada e me sentei no sofá para assistir TV. Não reparei na hora e acabei dormindo.
Pela manhã, acordei toda dolorida por ter dormido mal no sofá. Meu pescoço estava duro como se estivesse quebrado e minha coxa estava dormente demais para me mover. Senti como se pudesse morrer a qualquer instante, e parecia que o corpo não era mais meu.
Nesse momento, ouvi a porta abrindo. Lutei para virar o pescoço e olhei na direção da porta com dor. Ezequiel havia finalmente voltado.
Vendo ele se aproximar, logo o olhei com tristeza e lágrimas nos olhos. Ele nem olhou para mim. Em vez disso, olhou para os dois pratos na mesa, um cheio de comida e outro vazio, e perguntou friamente: "Por que você não limpou depois de comer?".
Eu, "...", Fod* se, eu estava muito cansada para explicar.
"Minhas pernas estão dormentes, me leve para cama."
Ele olhou para mim, seus olhos bonitos estavam cheios de nojo. "Você está falando sério? Por que não dormiu na cama?"
"..." "Droga, se não fossem as pernas dormentes e o pescoço duro, eu me levantaria para te matar."
No final das contas, ele se recusou a me levar ao quarto. Foi ao escritório pegar um documento e saiu novamente.
Aguentando a dor, mexi meu pescoço, massageei minhas frágeis pernas e fui me arrastando para a cama. De repente, desmaiei e comecei a suar muito, mesmo não estando quente. Então, inconscientemente, adormeci de novo.
Quando acordei, estava no hospital e o Ezequiel estava sentado ao meu lado, lendo documentos ou revistas.
Eu me sentei e algo como um líquido escorreu do meu nariz. Fiquei assustada e achei que fosse sangue. Olhei para baixo e não vi nada vermelho na colcha toda branca, que estava apenas molhada de suor.
Senti novamente algo saindo do meu nariz. Procurei rapidamente um lenço, mas ele foi mais rápido e jogou um pacote ao meu lado.
Assoei meu nariz e olhei para ele triste. "Por que eu peguei um resfriado?"
Ele franziu a testa e olhou para mim como se estivesse olhando para uma idiota. "Você não precisa da cama, já que dormiu no sofá, então vou mudá-lo para o seu quarto."
"..."
Na TV e nos romances, quando uma mulher prepara o jantar, espera o marido, acidentalmente dorme no sofá e pega um resfriado, normalmente o marido se culparia e cuidaria da mulher com todo carinho.
Por que a cena era diferente com ela e Ezequiel?
Droga, essa era a realidade!
"Estou com fome." Eu não queria mais falar com ele, então simplesmente mudei de assunto.
Ele jogou o celular e disse: "Pode pedir comida sozinha?".
Depois de eu tomar dois comprimidos e estar prestes a colocar a xícara de volta na cozinha, começou a chover forte do nada. Corri rápido escada acima e fechei as portas e as janelas. Quando desci, lembrei que o Ezequiel tinha saído de manhã sem guarda-chuva, então subi para trocar de roupa e saí segurando um.
Quando cheguei à empresa dele, liguei, mas ninguém atendeu, então simplesmente fiquei do lado de fora e esperei.
Já era outono e a chuva estava bem fria. Talvez fosse porque eu ainda não havia me recuperado do resfriado. Senti um pouco de frio e até espirrei.
Às 17 horas, muitos funcionários da empresa haviam partido, mas o Ezequiel ainda não tinha aparecido.
Liguei de novo, mas ninguém atendeu.
Quando eram quase cinco e meia, hesitei em entrar para procurá-lo, mas ele saiu antes que eu o fizesse, seguido por uma mulher com uma mala.
Claro, eu conhecia aquela mulher, ela era a queridinha do Ezequiel.
Quando ela voltou? Olhando para a situação dela, ela provavelmente tinha vindo direto para a empresa dele para encontrá-lo, sem voltar para casa.
Não, talvez tenha sido ele quem tenha pegado o avião e a levado diretamente para a empresa.
Quando ele me viu, franziu um pouco a testa. O jeito que ele olhou para mim foi um pouco estranho. Achei que ele estava querendo insinuar algo.

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