— Tá bom. — A mão grande dele subiu da região lombar dela, acariciando suas costas gentilmente: — Daqui a dois dias, quando a autoescola abrir, vou te matricular. Você normalmente tem bastante tempo em casa durante o dia, tire um tempo para praticar direção, apenas para passar o tempo.
— Certo. — Helena concordou, obediente.
O quarto ficou em silêncio.
Os dois estavam bem próximos e a respiração se misturou. As mãos de Matheus ainda estavam em suas costas, e através da fina camada de pijama de algodão, a temperatura de sua palma não parava de ser transmitida.
Aquele tipo de conversa monótona fez com que todo o clima constrangedor dos dias anteriores desaparecesse sutilmente, limpando tudo.
Helena levantou a cabeça e fitou o rosto de seu marido, tão perto.
Claramente o pé da barriga dela estivera um pouco desconfortável há alguns dias, e ela até suspeitara que havia engravidado pelas ações exageradas dele, o xingando duramente em seu coração, mas o comportamento de Matheus fora da cama era simplesmente muito bom, e Helena não conseguia ficar realmente com raiva dele.
Agora, ele abaixava os olhos para olhá-la; naqueles intensos olhos escuros, refletia-se a luz quente e amarela da cabeceira, e também refletia-se a sombra dela.
Não tendo tocado nela por vários dias, Matheus originalmente pensou que poderia aguentar mais um pouco e deixá-la descansar mais por alguns dias.
Mas neste momento, aninhada suavemente em seus braços, as bochechas recém-banhadas brancas e rosadas, aquele par de olhos amendoados e lacrimejantes olhando para ele sem qualquer defesa, e o cheiro suave do sabonete dela mexia com ele de uma forma que ele não conseguia resistir.
Ele engoliu em seco, seu pomo de adão subindo e descendo lentamente enquanto só conseguia olhar para ela sem tirar os olhos.
Ele inclinou a cabeça e logo, seus finos lábios ficaram contra os dela.
As pálpebras de Helena se sacudiram e logo se fecharam em um sobressalto.


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