Otávio escutou e assentiu seriamente: — Nisso eu concordo. Entrar nos conformes é questão de tempo. Vamos nos adiantar para que a gente consiga evitar essas empresas menores quando as regras chegarem.
— Em segundo lugar, espalhar. — Matheus fixou o olhar nele. — Têm mais de cinco setores acadêmicos em Porto Real onde a gente ainda não atua, têm até outros dois polos com institutos nos arredores. Na minha opinião, a gente consome o restante da cidade nos últimos seis meses desse ano e foca os testes de operações dos limites nas regiões secundárias no ano que vem.
Otávio ficou boquiaberto.
— Matheus, quer dizer que... nós vamos para fora daqui?
— É. — Matheus inclinou-se no encosto da cadeira, entrelaçando os dedos. — O modelo da Swift Express está aprovado. Nossos focos de liderança estão hoje na agilidade das remessas e o refinamento da manutenção contínua das atividades; o conjunto é multiplicável. Aqui deve servir apenas de ignição, não a linha de chegada.
Houve uma pausa e o tom ficou ainda mais baixo. — A MegaTrack e a Zenith Logística investem valores altos só para aumentar o volume de pedidos, e isso acaba prejudicando a qualidade das entregas. Não queremos lutar a respeito da dimensão, mas sim sobre o desenvolvimento local. Conquistando um lugar por vez e trazendo aos picos totais a entrega de cada um. Ganhando essa moral primeiro a trajetória posterior ficará muito melhor.
Depois de ouvir, Otávio permaneceu quieto durante alguns segundos e acenou de maneira bem disposta com a cabeça.
— Matheus, tô dentro. — ele disse. — É só dar as coordenadas e eu sigo na hora.
Matheus olhou para ele, formando um ligeiro sorriso no canto da boca.
— Então vamos organizar todos os processos administrativos. — ele disse. — E no próximo mês a gente fará o processo de três coisas ao mesmo tempo: pegar a autorização, abrir as vagas, e decidir o cenário municipal subsequente para as avaliações.
Otávio soltou um "uhum", o corpo ganhando forças.
Andando junto com Matheus há tanto tempo ele já tinha se adaptado de todo com o jeito das coisas.
Matheus nunca se contentava com o que tinha. Sempre pensava em expandir os negócios e planejava cada passo do crescimento.
Esse tipo de pessoa ou não chegaria vivo ou acabaria indo tão longe como qualquer um.
E Otávio contava com a segunda opção.
— Diga.
— Um pessoal de negócios nos sondou na última semana e pediu um horário para se reunir. Eles pensam em um aporte. — Carlos disse. — Tive um tempo para avaliar os recursos e encontrei alguns Investidores da Ápice daqui da cidade, o volume não se estende muito mas já repassaram algumas ajudas aos modelos de empreendimentos na rede de conexões.
Matheus hesitou.
— O que você acha? — ele questionou.
— Na minha concepção devemos recebê-los. — Carlos pontuou. — Pode até ser que as coisas não nos faltem muito, no entanto esse desenvolvimento massivo fica lento só dependendo dos nossos ganhos de repasse. Acima disso, os negócios fluindo beneficiarão com facilidade a parte de parcerias e a requisição das documentações.
Matheus refletiu em silêncio antes de assentir.
— Arrume um horário e a gente conversa. — Ele encerrou a questão. — Mas a verba em si não nos sufoca. Entender essa dinâmica na visão dos demais e notar quais as conclusões tiram os empresários do nosso tipo de segmento são as intenções reais.

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