Nos dias seguintes, Helena foi tomada pela nova loja.
Ela e Adriana se comunicavam constantemente pelo Facebook.
As amostras de tecido eram fotografadas e enviadas para ela, que conferia a diferença das cores sob a luz natural e interna. O design dos modelos de roupas era enviado, e ela circulava a linha da cintura, os ombros e os detalhes dos punhos. A cor das caixas de embalagem era repetidamente comparada entre cinza-claro, branco e cor de aveia. A redação de um pequeno cartão foi alterada mais de dez vezes por ela.
Além disso, ela também escrevia para os canais do Whatsapp.
Escrever postagens para canais do Whatsapp parecia simples, mas na verdade era algo muito desgastante.
Ela não queria escrever um texto de publicidade vazio, nem queria mostrar a postura de que queria vender assim de cara.
Ela esperava que os leitores primeiro entendessem o motivo de fazer isso, por que escolheu esses tecidos e por que uma peça de roupa não deveria ser apenas julgada pelo preço.
Como resultado, ela passava quase seis ou sete horas por dia sentada no computador.
O pescoço e os ombros estavam rígidos, e as costas também doíam.
Na quarta-feira à tarde, depois que Helena terminou o rascunho de um artigo, ela estendeu a mão e esfregou a nuca dolorida, lembrando-se de repente do cartão de yoga que havia feito há alguns dias.
Fazê-lo e não usar era o mesmo que desperdiçar dinheiro.
Ela logo fechou o computador, foi até o guarda-roupa encontrar uma roupa de yoga cinza-clara, pegou a sua bolsa de esportes e um copo de água, organizou um pouco as coisas e saiu.
O Studio Yoga ficava no terceiro andar do Shopping Iguatemi, menos de vinte minutos de carro.
Eram pouco mais de duas da tarde, não havia muitas pessoas no shopping.
Helena estacionou o carro no estacionamento subterrâneo e pegou o elevador.
O Studio Yoga estava tranquilo. A garota da recepção sorriu ao vê-la: — Srta. Rezende, veio para a aula hoje? Haverá uma sessão de Hatha básico às três. Ainda há lugares.
— Certo, eu vou para a aula. — Helena assentiu.
Ela trocou de roupa e entrou na sala.
A sala estava pavimentada com pisos de cor de madeira original. De uma parede de janelas até o teto, dava para ver a vegetação no átrio do shopping e a luz natural vindo do andar de cima. As luzes da sala eram suaves, e havia um leve cheiro de óleo essencial de lavanda no ar.
Havia alguns alunos aquecendo em seus tapetes de yoga.
Depois de uma aula, ela não se sentiu muito cansada, mas como se tivesse relaxado por inteiro.
Principalmente nos ombros e no pescoço.
As áreas que costumavam ficar rígidas em frente ao computador esticaram aos poucos e, após uma leve dor, veio uma sensação de relaxamento que não sentia há muito tempo.
Durante o relaxamento final, a professora apagou as luzes principais, deixando apenas algumas pequenas lâmpadas suaves.
Helena ficou deitada no tapete de yoga, fechou os olhos e escutou uma música calmante, com o leve aroma de óleos essenciais no nariz.
Naquele instante, ela de repente sentiu que deveria fixar o seu exercício no futuro.
Vir duas ou três vezes por semana.
Não para perder peso, nem para ficar bem nas fotos, mas para evitar que o seu corpo ficasse o tempo todo preso ao computador e às coisas banais diárias.
Ela queria viver bem.
Então não poderia cuidar apenas da casa e da carreira, também precisava cuidar de si mesma.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Guarda Frio, Sou Mimada com Todo Seu Amor