Quatro pratos e uma sopa enchiam a mesa de jantar.
Matheus pegou os hashis e pegou primeiro um pedaço de costela.
O molho agridoce derreteu na boca, a carne estava macia, e até o osso podia ser roído com facilidade.
— Delicioso. — ele disse.
Depois de comer, Helena recolheu a louça, e Matheus insistiu em ajudar.
Os dois trabalharam juntos na cozinha por mais de dez minutos, lavando as tigelas e limpando a bancada até brilhar.
Helena pendurou o pano e se virou para ir à sala, mas Matheus a chamou de repente.
— Helena.
— Hum?
— Tem uma coisa que preciso te falar. — Matheus encostou na beirada da pia, olhando para ela. — A senhoria, Dona Lúcia, pode vir aqui nos próximos dias.
Helena ficou surpresa: — A Dona Lúcia vem aqui?
— Sim. — Matheus assentiu. — Ela me ligou há uns dois dias, disse que queria vir ver a casa e aproveitar para falar sobre a renovação do aluguel.
Helena então se lembrou de que, ao alugar aquela casa, eles haviam assinado um contrato de um ano.
— Ah, isso é normal. — disse Helena. — Que dia ela vem?
— Ainda não marcou um dia específico, disse que seria nestes dois dias. — Matheus olhou para ela. — Se você estiver em casa quando ela vier, é só você conversar com ela. Eu posso não estar.
— Certo. — Helena assentiu. — Então eu converso com a Dona Lúcia quando chegar a hora.
Matheus acrescentou: — Você precisa se preparar psicologicamente.
— Me preparar para quê?
— É bem provável que ela aumente o aluguel.
Helena piscou: — Por quê?

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