Dona Lúcia entrou sorrindo, e seu olhar varreu naturalmente a sala.
Com essa olhada, a surpresa em seu coração aumentou ainda mais.
A decoração da sala havia mudado completamente.
O sofá original estava coberto com uma manta bege, e havia um tapete macio no chão. Ao lado do móvel da televisão, apareceu uma estante elegante, cheia de livros e enfeites.
O ar tinha um cheiro suave de aromatizador, misturado com o aroma de flores frescas.
A casa toda parecia não apenas limpa, mas também tinha muito bom gosto.
— Dona Lúcia, sente-se primeiro, vou pegar um copo d'água para a senhora. — Helena a convidou a se sentar no sofá e virou-se para a cozinha.
Dona Lúcia sentou-se no sofá e olhou ao redor. Dona Célia estava certa, esse jovem casal realmente tinha dinheiro.
Dava para perceber pela decoração da casa, pela textura dos móveis e até mesmo pelo cardigã que Helena usava: a peça parecia simples, mas tinha um corte excelente.
Mas, se ela cobrasse uma fortuna agora e pedisse um aumento de mil ou dois mil no aluguel, era muito provável que a outra parte não aceitasse.
O jovem casal tinha alcançado sucesso na carreira e ganhado dinheiro, não batido a cabeça e virado idiota.
Estarem dispostos a gastar dinheiro para organizar a vida não significava que queriam ser passados para trás.
Se as negociações fracassasssem por causa do aumento do aluguel e o casal se mudasse, onde ela encontraria inquilinos que cuidassem tanto da casa?
E se o próximo inquilino arruinasse a casa que havia sido tão bem cuidada, isso sim seria um prejuízo.
Dona Lúcia rapidamente pesou os prós e os contras em sua mente.
Nesse momento, Helena se aproximou segurando uma xícara de chá quente e a colocou sobre a mesa de centro.

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