A sala de estar e a sala de jantar tinham um design de conceito aberto, sem divisórias no meio, tornando a visão mais ampla.
A cozinha tinha formato de U, com bancadas espaçosas e uma ilha no centro.
O quarto principal tinha um closet e um banheiro exclusivo.
Havia também um escritório com janelas voltadas para o sul, muito bem iluminado.
Helena entrou no escritório e parou diante da janela, olhando para fora.
Dali, era possível ver os jardins do condomínio e as árvores de ginkgo ao longe, com uma vista bem aberta.
Ela imaginou a cena de estar sentada ali descansando, e sentiu o coração palpitar levemente.
— O que achou? — Matheus parou atrás dela.
— É muito bom. — Helena se virou. — Melhor do que eu imaginava.
Matheus concordou.
Ele também estava muito satisfeito com o condomínio.
A localização não ficava bem no centro, mas o transporte era fácil; havia uma estação de metrô por perto e levava apenas vinte minutos de carro até a empresa.
O condomínio era de alta qualidade, bem administrado, com baixa densidade e muito silencioso.
Além disso, já estava construído; era o que se via, ao contrário das casas na planta, que eram uma aposta.
Ao saírem do apartamento decorado, Gabriela Rocha os levou a outras duas unidades em andares diferentes.
Uma era de cento e vinte metros quadrados com três quartos no terceiro andar, custando cerca de quatro milhões e duzentos mil.
A outra era de cento e quarenta metros quadrados e quatro quartos no segundo andar, custando em torno de cinco milhões e seiscentos mil.
Depois das visitas, Gabriela Rocha, percebendo o momento, deu espaço a eles:
— Os dois podem discutir. Qualquer dúvida, é só me perguntar.
Matheus e Helena caminharam lado a lado pelas ruas de pedra do condomínio.
O vento de inverno soprava, trazendo um toque frio. Helena ajeitou o cachecol e enfiou as mãos nos bolsos do casaco.

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