Helena sorriu e balançou a cabeça:
— Nem pense nisso.
— Por enquanto, não tem nem como pensar mesmo. — Matheus olhou para o jardim, e depois para ela, com um tom calmo. — Mas, no futuro, quem sabe.
Ao saírem do Residencial Villa Esmeralda, já era meio-dia.
Matheus dirigiu, encontrou um bistrô com comida apimentada que parecia bom e levou Helena para almoçar.
Os dois pediram peixe apimentado, carne bovina refogada, um prato de vegetais da estação e uma tigela de sopa de tomate com ovos.
Helena tomou meia tigela de sopa, beliscou um pouco a comida e sua mente ainda estava presa às casas que acabara de ver.
— No que está pensando? — Matheus olhou para ela.
— Naquele jardim. — Helena respondeu com sinceridade.
O canto dos lábios de Matheus se moveu:
— Da mansão?
— Sim. — Ela abaixou a cabeça e comeu um pouco de arroz. — Você acha que aquele jardim foi projetado pelo dono ou por um profissional?
— Provavelmente contrataram um paisagista. — Matheus disse. — Aquele nível de detalhe não parece coisa de quem apenas planta de qualquer jeito.
A dificuldade de morar em uma mansão era a manutenção, tanto por dentro quanto por fora, o que normalmente exigia a contratação de vários funcionários.
Eles conversaram enquanto comiam e, ao terminarem, saíram do restaurante.
Matheus olhou o celular; havia várias mensagens não lidas.
— A empresa precisa de mim. — disse ele. — Vou te deixar em casa primeiro e vou para lá à tarde.
Matheus parou o carro na entrada do condomínio, e Helena soltou o cinto para descer.
— Volte cedo hoje. — Ela o olhou de lado.
— Combinado. — Matheus estendeu a mão e apertou a bochecha dela. — Descanse bem em casa.

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