— Sr. Ferraz, Helena.
Helena ergueu as dobras do vestido e dobrou o corpo para acessar a traseira do carro. O assento era em couro, bastante amplo e com mais comodidade que no Jetta Branco que costumava usar no dia a dia.
Matheus juntou-se e sentou a seu lado.
Nicolas fechou a porta para eles, assumiu sua posição ao volante e iniciou o carro.
Havia calmaria por dentro da cabine.
Com o sistema de ventilação ligado, a temperatura era adequada. Nicolas tinha posicionado com antecedência algumas águas e um rolo de guardanapo entre os assentos traseiros.
Helena encostou as costas no suporte do assento e deixou escapar um fôlego leve.
Ela abaixou a cabeça para olhar seus pés. Depois de aguentar saltos agulha a noite toda, por mais que não machucassem demais, ela agora repousava e os tornozelos ainda sentiam a dor.
Matheus notou a movimentação dela; estendeu as mãos e colocou as pernas da mulher repousadas em cima da sua própria perna.
— Está exausta? — Ele perguntou em voz baixa.
— Um pouco. — Helena olhou para ele: — Foi o longo período suportando os saltos de pé.
Matheus ficou em silêncio. Simplesmente começou a massagear, apertando a canela dela levemente através do vestido.
A força era moderada, exata para desvanecer o esgotamento na área muscular.
Helena se abrigou junto ao suporte do banco, diminuindo os olhos em conforto.
O aparecimento de Sara e Thiago tinha cruzado a vista de ambos hoje.
— Eles vieram e saíram rápido. — A esposa falava com uma naturalidade sem distúrbios: — Mas que sorte a gente não esbarrar no banquete. Senão nunca se sabe que escândalo formariam.
Matheus olhou para ela e aguardou dois segundos.
— Tem medo deles?
— Não. — Helena balançou a cabeça: — Apenas acho um incômodo.

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