Três e meia da manhã.
O ar do quarto ainda parecia reter um calor não dissipado, e sob a fraca luminária de parede, a cama grande estava uma bagunça.
Matheus estava encostado na cabeceira, o peito subindo e descendo levemente, suas sobrancelhas duras agora carregavam a preguiça da satisfação.
Ele abaixou a cabeça e olhou para Helena, que estava mole e encostada em seu abraço, sem querer mover um único dedo.
Ela estava exausta.
Normalmente ele se controlava um pouco.
Mas esta noite, ele realmente exagerou, e retomou o vigor de quando começaram a se relacionar.
Matheus estendeu a mão, afastando os cabelos soltos molhados de suor para trás da orelha dela, a palma quente esfregando suavemente suas costas.
Os dois estavam um pouco pegajosos, mas Helena estava pior.
— Helena. — Matheus a chamou baixinho, passando os braços sob as axilas e as pernas dela, tentando erguê-la. — Levanta, vai tomar um banho antes de dormir.
— Hum...
Quando foi movida, Helena soltou um resmungo de insatisfação.
Sentindose suspensa no ar, ela instintivamente se agarrou com força à sua cintura fina e musculosa, escondendo o rosto no peito quente dele, com uma voz suave, cheia de sono e manha.
— Não quero... tô com sono...
— Seja boazinha, toma um banho para dormir melhor. — Matheus a persuadiu com paciência.
— Não quero tomar banho... — Helena não apenas não soltou, mas se enroscou nele com mãos e pernas como um coala teimoso. — Não me mexe, eu quero dormir...
Vendo-a tão sonolenta, confusa e mimada, uma indulgência impotente passou pelos olhos de Matheus.

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