Entrar Via

Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 356

Helena estava ajoelhada ao lado do filho, as mãos sujas de sangue, o rosto deformado pelo choque e pela raiva.

— Enzo… meu filho… meu filho…

Enzo ergueu o queixo com esforço, o peito subindo e descendo de forma irregular. O sorriso dele veio torto, dolorido, coberto de sangue, mas ainda assim carregado daquele deboche doente que parecia sobreviver a qualquer coisa.

— Você chegou… dessa vez… na hora — disse, tossindo logo depois.

Rafael o observou com um desprezo tão frio que parecia queimadura inversa.

— Você nunca teve escrúpulos.

Enzo soltou uma risada curta e imediatamente se contraiu de dor.

— Tive… uma época. Antes de meu avô apontar você para a presidência da Montenegro e me deixar com as sobras.

Rafael deu um passo à frente.

— Não vou te matar.

Helena ergueu os olhos de imediato, pálida, mas ainda tentando agarrar alguma esperança naquela frase.

— Ouviu, Enzo? — ela murmurou apressada para o filho, como se pudesse transformar aquilo em salvação. — Ele não vai—

— Cala a boca — Rafael a cortou sem sequer olhar para ela, e o silêncio que veio depois foi tão duro que até o vento pareceu recuar.

Os olhos dele continuaram em Enzo.

— Eu não vou te matar, e também não vou perder tempo te batendo. Seria pouco. Seria rápido. Seria misericórdia perto do que você merece.

Enzo cuspiu sangue de lado e ergueu um sorriso repugnante.

— E você acha… que me mandar para uma cela vai me quebrar?

Rafael sorriu.

Foi um sorriso curto, sombrio, sem um grama de humor. Um daqueles sorrisos que dizem mais sobre violência do que qualquer grito.

— Quem disse que vai ser só isso?

Ele moveu apenas dois dedos.

Foi tudo o que um dos seus homens precisou.

Dois tiros cortaram a noite em sequência.

Secos.

Precisos

As balas atingiram os dois joelhos de Enzo.

O grito que saiu dele foi tão brutal que pareceu rasgar o pier inteiro. O corpo se arqueou sobre a madeira, as mãos indo inutilmente às pernas, o sangue se espalhando ainda mais rápido agora, tingindo as tábuas sob ele. Helena berrou o nome do filho com uma voz tão esganiçada que perdeu qualquer forma humana por um instante.

— Enzo! Enzo, meu Deus, meu filho!

Valentina fechou os olhos por um segundo ao ouvir o grito, mas não disse nada. Não recuou. Não pediu que Rafael parasse.

Porque, diante de tudo o que aquele homem tinha feito, aquilo ainda era pouco.

Rafael finalmente voltou o rosto para Helena.

Havia uma raiva antiga ali. Mais funda do que o que acontecera naquela noite. Mais funda até mesmo do que o atentado, o sequestro e o sangue.

— Tudo culpa sua — disse, a voz baixa demais para ser menos ameaçadora. — Alimentando uma rivalidade que nunca existiu.

Helena ergueu o rosto, as lágrimas misturadas ao ódio.

— Nunca existiu? — repetiu, quase cuspindo as palavras. — Você sempre foi o preferido! Sempre foi o primeiro neto, o primeiro nome, a primeira escolha! Meu pai não tinha o direito de apagar a minha linhagem para exaltar a sua!

A respiração de Valentina falhou.

O coração pareceu bater dentro da garganta.

Rafael virou o rosto por um instante. Só um. O suficiente para ela ver a verdade no silêncio dele.

Enzo riu de novo, e o som saiu grotesco.

Rafael voltou-se para ele com uma fúria tão silenciosa que todos ao redor sentiram.

— Mais uma palavra e eu esqueço a promessa de te deixar vivo.

Enzo ainda sustentou o olhar por um segundo, mas o sangue, a dor e os joelhos destruídos finalmente começaram a cobrar um preço maior do que o deboche conseguia esconder.

Rafael ergueu a mão.

— Levem os dois.

Dois homens arrancaram Helena do chão enquanto outros dois imobilizavam Enzo, que ainda gritou de dor ao ser erguido sem qualquer cerimônia.

Helena se debateu.

— Você não pode fazer isso comigo! Eu tenho formação! Eu tenho nome! Eu sou uma Montenegro!

Rafael se aproximou dela o suficiente para que ela sentisse o peso exato da resposta.

— A partir do momento em que tramou contra a minha mulher, a senhora deixou de ser gente.

Ela ficou branca.

Foi arrastada.

Enzo também.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário