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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 288

"Júlia"

Saber que Camila tinha se apresentado no Red Rose acendeu um alerta. Eu não podia simplesmente entrar lá assim, no lugar, sabendo que a probabilidade da policia estar infiltrada no local era alta. Por isso, tomei uma decisão arriscada. Com dor no coração — e ainda com mais ódio de Camila e César — cortei o cabelo e o pintei de preto, era uma mudança drástica, deixei mais curto, acima dos ombros, em um corte repicado.

Caprichei em uma maquiagem mais pesada. Entraria direto na área VIP, um espaço que já conhecia, frequentado por pessoas discretas, que tmabém não eram fãs da policia. Escolhi uma calça elegante e uma blusa de cetim verde, bem diferente do estilo das mulheres da casa.

O Red Rose nunca foi um lugar discreto, mas senti a tensão antes mesmo de descer do carro. Gente demais parada onde não deveria, olhares atentos demais, movimentos calculados. Eu estava certa, a polícia estava ali, apenas esperando, a apresentação de Camila não tinha sido por acaso, eu tinha observado ela, conhecia César, jamais ela se apresentaria ali sem um motivo.

Cogitei não sair do carro. O risco era grande. Olhei-me no espelho — parecia outra mulher. César certamente estava envolvido nisso, mas, pelo jeito, não tinha aprendido que eu tinha habilidade para fugir e perceber quando estavam atrás de mim.

Entreguei a chave ao manobrista sem hesitar e caminhei até a entrada como se já tivesse estado ali mil vezes.

O segurança me olhou por um momento, longo demais, passei um maço de notas, dinheiro falava mais alto ali. Ele abriu passagem, nenhuma pergunta, Nnenhum impedimento. Fui direto para a área VIP, sem ser parada.

Por dentro, o Red Rose pulsava como sempre, mas havia camadas extras que só olhos atentos perceberiam. Clientes distraídos, risadas altas demais, corpos se movendo ao ritmo da música… e, entre eles, os que não estavam ali pelo prazer. Homens posicionados em pontos estratégicos, mulheres que observavam mais do que participavam, eu conseguia reconhecer.

Com coração acelerado caminhei entre eles sem desacelerar, sem encarar ninguém, com cabeça erguida, mas com o olhar baixo.

Subi direto para a área VIP no segundo andar, protegida por um corredor mais escuro, com iluminação baixa e controle de acesso mais rígido. Dois homens faziam a triagem, outro maço de dinheiro e passei direto.

Lá dentro, o ambiente mudava. Era mais sofisticado, as melhores mulheres da casa circulavam entre homens ricos e poderosos. Mas não era incomum ver outras mulheres ali, era também um espaço para negócios, longe de olhares curiosos. Era onde as decisões realmente aconteciam.

Deixei o olhar percorrer o ambiente até encontrá-la.

A moça que Viktor queria era uma garçonete que circulava discretamente, servindo os clientes com um sorriso profissional. Como uma boa observadora, ela percebeu minha presença e veio até mim.

— Boa noite, gostaria de algo para beber? — perguntou, com tom neutro, mas com um sorriso.

Sentei-me no sofá, cruzando as pernas com calma.

— Qual é o seu nome, meu amor?

— Nicole.

— Nicole… lindo nome. Gostaria de uma taça de champanhe.

— Claro, já vou trazer.

Duvidava muito que aquele fosse seu nome verdadeiro. Observei enquanto se afastava com a bandeja.

Senti uma presença se aproximando pelo outro lado. Eu tinha conseguido entrar sem ser abordada, mas continuava em estado de atenção. Preso ao cós da calça, havia um canivete e um spray especial.

O homem se sentou ao meu lado. Era do tipo que não pede atenção — ele a toma. Eu já o conhecia de outros lugares, quando estava com Romeo. Ele sabia quem eu era e pleo jeito tinha me reconhecido,

— Gostei do novo visual, moderno— disse, em voz baixa, com leve ironia. — Não esperava te ver aqui… ainda mais assim. Um pouco ousado, não acha? Há policiais disfarçados por aqui.

— Eu sei. Mas precisava resolver algumas coisas — respondi com coração acelerado, tentando lembrar o nome dele.

— Sinto muito pelo seu noivo. Romeo era um homem admirável.

— Ele não morreu! — retruquei, indignada. — Está se recuperando muito bem, aliás.

Percebi que tinha falado demais. Inclinei levemente a cabeça, analisando-o com mais atenção. Havia algo nele, algo que indicava conexões maiores, mais perigosas. Respirei fundo, era um homem do circulo de Romeo, nada mais.

— Me desculpe, devo ter recebido informações erradas — disse ele, erguendo as mãos em rendição. — De qualquer forma, melhoras.

Ele se afastou sem que eu disesse mais nada, algumas pessoas achavam que Romeo tinha morrido, isso era estranho.

Meu foco voltou para Nicole, que retornou com a taça de champanhe.

— Muito obrigada, meu amor. Depois dessa, pode trazer outra.

— Claro.

Ela sorriu e se afastou novamente. Outras pessoas se aproximaram, puxaram conversa, perguntaram sobre Romeo… mas minha atenção permanecia em Nicole. Tentava entender o que ela tinha de especial, porque Viktor queria que eu fizesse essa abordagem como prova de lealdade, não fazia muito sentido.

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