Entrar Via

Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 27

Por um momento, me senti feliz e vingada. Mas, quando entrei pela porta da casa de Augusto, me deparei com a realidade nua e crua.

Minha irmã estava com inveja de um relacionamento que não existia.

Eu morava naquela casa como uma colega de quarto que, por acaso, dormia na mesma cama que o dono.

Aquele era o ambiente de Augusto, o território dele. Eu era apenas companhia temporária. A única coisa que denunciava minha presença eram as minhas roupas no closet. Todo o resto era dele, e eu não era ninguém ali.

Como se para comprovar a minha insignificância, Augusto mandou uma mensagem avisando que chegaria mais tarde.

Não consegui evitar imaginar que ele havia encontrado outra mulher e a levado para outro apartamento.

Claro que isso aconteceria — mais cedo ou mais tarde. Desde que eu tinha vindo morar aqui, Augusto chegava no horário todos os dias, o que significava que talvez ainda não tivesse encontrado uma amante.

Eu não deveria sentir ciúmes.

Mas não consegui evitar, me senti abandonada e magoada. Em uma atitude um tanto infantil e sem cabimento, mesmo assim não consegui dormir naquela cama enorme sozinha e fui dormir no sofá com a cachorra e o gato.

Augusto ainda não tinha chegado quando finalmente fechei os olhos depois da uma da manhã.

Quando acordei, a luz do sol entrava pela janela. Eu não estava mais na sala, e sim no quarto. Augusto tinha me trazido para a cama em algum momento.

Peguei o telefone e liguei para ele, que atendeu na hora.

— Bom dia, querida — respondeu Augusto assim que atendeu.

— Você me trouxe para a cama?

— Você estava toda torta no sofá. Não consegue mais dormir sozinha? Se acostumou com a minha presença?

— Pensei que você não voltaria pra casa, não conseguiu o que queria? — tentei disfarçar, mas meu tom soou ciumento.

— O que você acha que eu consegui? Eu estava realmente trabalhando.

— Claro.

— Tá com ciúme, Isabella? — perguntou ele, achando graça.

— Não. O que você faz ou deixa de fazer não é da minha conta.

Desliguei sem me despedir. Parecia uma adolescente com o primeiro namorado.

Essas coisas provavelmente aconteceriam com frequência, Augusto teria os casos dele, e eu precisava agir como a adulta que eu era.

Levantei para tomar banho. Pretendia ir ao escritório do meu novo sócio.

Enquanto me arrumava, ouvi um barulho vindo do andar de baixo. Pelo horário, poderia ser a Joana ou o jardineiro, mas, por algum motivo, senti que havia algo errado.

Um instinto, talvez.

Peguei o celular e caminhei descalça até o corredor, só para ter certeza de que era a Joana. Mas, antes que chegasse à escada, ouvi vozes.

Vozes masculinas.

Senti o coração disparar, mas me forcei a olhar. Podia ser o jardineiro.

Abaixei-me no topo da escada e olhei para baixo, dois homens, vestidos de preto, andavam pela casa, olhando tudo e colocando alguns objetos em uma bolsa. Era um roubo.

Com o coração na boca, mal consegui me mover. Onde estava a Pipoca? A vira-lata latia para pessoas estranhas, mas parecia que ela não estava ali.

Capítulo 27. Sem saída 1

Capítulo 27. Sem saída 2

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido