“Augusto”
— Uma namoradinha sua acabou de me encurralar no banheiro. Você esqueceu de me avisar que eu seria perseguida por gente louca.
Isabella tinha voltado do banheiro e parecia indignada. Ainda sentia o gosto da boca dela, sabia que o beijo era apenas marcação de território, mas tinha me incendiado. Precisávamos ter uma conversa sobre limites, entender qual era o nosso.
Isabella continuava falando sobre a mulher do banheiro. Olhei em volta, não conhecia ninguém e não tinha ideia de quem poderia ser.
— Olha ela ali. — Apontou Isabella para uma mulher um pouco distante.
— Merda, é a Aline.
— Quem é Aline?
Não podia ser coincidência a Aline estar ali. O que aquela doida pretendia me seguindo até o Caribe? Tinha esquecido o quanto ela era gostosa e linda, uma pena que era ciumenta.
— Tem alguma coisa natural nela? — perguntou Isabella com ironia.
— Com certeza não, mas temos que admitir que é um excelente trabalho.
— Então, quem é ela?
— Aline Moreira. Tivemos alguma coisa há algum tempo, durou uns quatro meses...
— Uau, um recorde.
— Ela começou a ficar esquisita, ciumenta, e depois que terminamos quebrou meu apartamento todo...
— O original?
— O falso. Pensei que estava fora do país.
— Tecnicamente ela está fora do país. — Isabella debochava da minha cara.
— Imaginava que fosse um país mais longe. A família tinha levado ela para “espairecer”. Não é coincidência ela estar aqui também.
— Você vai ter que me passar a lista das stalkers. Não quero ser surpreendida por uma desconhecida falando o quanto você é irresistível para ela conseguir superar.
— Que eu saiba, só tem essa.
Isabella resmungou, indignada, avisou que iria para a água e começou a tirar o short. Só reparei na tatuagem de rosas na cintura, quase perto da virilha. Não devia encarar tanto, mas era quase um ímã. Isabella tinha belas curvas. Ela me deu as costas e correu para a água.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido