A ligação foi encerrada, e Mirela soltou um sorriso irônico.
Um por um, todos bloquearam seus cartões.
Limitavam seus gastos, tiravam sua liberdade e a obrigavam a admitir um erro.
Mas onde exatamente ela tinha errado?
As pessoas já estavam pisando em cima dela, e ainda assim ela devia sorrir e agradecer?
Mirela segurou o celular com força. Os joelhos doíam tanto que ela já não conseguia continuar andando, então se sentou num banco à beira da rua.
Ergueu a cabeça e olhou para o céu nublado, tão parecido com o seu estado de espírito naquele momento.
Os olhos ardiam de tanta tristeza, mas ela, teimosa, se recusava a derramar mais lágrimas.
Não valia a pena.
Seus pais já tinham sido tirados dela.
Leonardo também já não a amava.
Então não valia a pena chorar por nenhum deles.
Ela ficou sentada por muito tempo, até que um carro parou suavemente à sua frente. A porta se abriu, e uma silhueta familiar desceu.
Ela olhou para o homem que se aproximava e seu olhar esfriou imediatamente.
Apertando os dedos, perguntou:
— Veio para a gente assinar o divórcio?
Leonardo olhou para o rosto pálido dela, para os lábios sem cor e depois para as pernas que tremiam levemente.
Sem dizer nada, aproximou-se, pegou-a no colo e a levou em direção ao carro.
— Me solta!
Mirela se assustou e começou a se debater.
Mesmo assim, foi colocada dentro do carro, e ele entrou logo em seguida, dizendo ao motorista:
— Volte para a Villa Serra Verde.
Mas Mirela interrompeu:
— Vá para o cartório!
O motorista deu partida e não a obedeceu, seguindo por outro caminho.
Ao perceber isso, Mirela tentou imediatamente puxar a maçaneta da porta.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade
Totalmente fora de contexto esse capítulo, ficou uma bagunça....
Descontaram 20 moedas no total...
Cobraram as moedas e não disponibilizou o capítulo, de sendo que está com erro...