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Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade romance Capítulo 338

No dia seguinte.

Às sete e cinquenta da manhã, Mirela empurrou a porta da cafeteria.

O estabelecimento tinha acabado de abrir, e os funcionários estavam todos atarefados.

— Mirela, aqui!

Carla acenou ao vê-la chegar.

Mirela se aproximou, sentando-se ao lado da amiga, com o rosto estampado de incredulidade:

— Um encontro às cegas às oito da manhã... É a primeira vez que vejo isso.

Carla desabafou:

— É porque você ainda não viu os piores. Deixa eu te contar: teve um que marcou de me encontrar à uma da madrugada e me mandou o endereço de um motel. Teve outro que marcou às três da tarde, chegou e virou três xícaras de café de uma vez; quando sugeri que a gente comesse alguma coisa, ele disse que já estava cheio de café. E agora esse: marcou às oito da manhã e até agora não deu as caras.

Ouvindo as queixas, os lábios de Mirela tremeram numa tentativa de segurar o riso:

— Pelo visto, a sua mãe só arrumou gente excêntrica para você. Por que ela está tão desesperada para te casar?

Carla balançou a cabeça em desânimo:

— Eu também não sei. Parece que, se eu não casar, estou cometendo um crime federal. Ela me empurra cada tipo estranho. Eu sou linda e maravilhosa, como esses malucos poderiam estar à minha altura?

Mirela deu tapinhas reconfortantes no ombro dela e disse:

— Hoje deve ser só para cumprir tabela. E, ainda por cima, logo depois você me acompanha até o cartório.

— Hum? — Os olhos de Carla se iluminaram imediatamente ao ouvir aquilo. — O Leonardo concordou com o divórcio?

— Sim. — Mirela assentiu. — Não vamos mais precisar esperar o processo ir a julgamento.

Carla deu um gritinho contido de comemoração e disse:

— Até que enfim você vai se livrar daquele traste! Que ele vá viver com a queridinha da Fátima!

Mirela não pediu café, optando por um leite quente. Deu pequenos goles, sorrindo sem dizer nada.

Às oito e dez, a porta se abriu de novo. Carla olhou na direção da entrada e, por baixo da mesa, cutucou a coxa de Mirela, sinalizando que o pretendente tinha chegado.

Mirela olhou casualmente, mas sua expressão travou no mesmo instante.

O homem que se aproximava usava um terno visivelmente largo, era quase calvo, tinha olhos pequenos e amendoados, e uma pinta preta enorme perto do nariz.

Quando ele abriu um sorriso largo, os olhos praticamente sumiram no rosto.

O pior de tudo era que ele passava a mão na cabeça o tempo todo, ajeitando os poucos fios de cabelo que lhe restavam.

Capítulo 338 1

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