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Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade romance Capítulo 337

Ela se virou para Leonardo, com os olhos carregados de ressentimento:

— Você fez isso... de propósito?

Mas, antes que ela pudesse terminar a frase, Leonardo já havia virado as costas e saído.

Mirela ficou paralisada no lugar. Ele exalava uma aura gélida, seu rosto pálido coberto por uma frieza inabalável, e em nenhum momento sequer olhou para ela.

Ele chegou tão atrasado e não ia dar nem uma única explicação?

Mirela quase riu de tanta raiva.

Ela soltou um suspiro pesado, saiu do cartório e, encarando as costas dele, declarou:

— Amanhã, às nove da manhã. Se você se atrasar de novo, vou saber que está enrolando de propósito!

Leonardo não diminuiu o passo e entrou direto no carro.

Humpf!

Mirela soltou uma risada sarcástica, virou-se e também entrou em seu veículo. Os dois partiram em direções opostas.

Quando ela voltou ao hospital, seu mau humor era visível.

Patricia percebeu na hora e perguntou:

— Mirela, o que houve?

Mirela respondeu desanimada:

— Não conseguimos finalizar.

Uma expressão de dúvida surgiu no rosto de Patricia:

— Por que não conseguiram?

Mirela relatou tudo o que havia acontecido naquela tarde.

Ao ouvir, Patricia assentiu lentamente e ponderou:

— Pela atitude dele, parece que ele realmente está decidido a se divorciar. Se não chegou no horário hoje, deve ter tido algum imprevisto sério. Amanhã com certeza vai dar certo.

Mirela suspirou:

— Tomara.

Naquela noite, Carla a bombardeou com mensagens, perguntando se ela estaria livre às oito da manhã do dia seguinte.

Mirela pensou um pouco. O cartório abria às nove, horário em que tinha combinado com Leonardo. Portanto, encontrá-la às oito para o tal encontro às cegas daria tempo de sobra. Então, ela concordou.

Carla comemorou eufórica, enviando uma enxurrada de figurinhas de beijos e abraços no aplicativo de mensagens.

Naquela noite, Mirela quase não conseguiu dormir, rolando de um lado para o outro na cama, atormentada pela ideia de levar outro bolo de Leonardo.

Mas, se ele já estava agindo com tanta frieza, por que não apareceria?

— Eu quero a minha mamãe.

Leonardo afirmou:

— Daqui para a frente, o tio Leonardo vai cuidar de você.

Marcos fez bico, com os olhos grandes cheios de lágrimas, inconsolável.

Ele só queria a mãe.

Embora Leonardo estivesse com o coração endurecido naquele momento, segurou-o nos braços, acalmando-o com paciência. Só quando o menino chorou até a exaustão e adormeceu em seu colo, o silêncio finalmente reinou.

Ele desligou o computador e levou Marcos para o andar de cima.

Orientou a babá a cuidar bem dele e só então se retirou para o próprio quarto.

As luzes do quarto estavam apagadas. Parado na porta, foi como se ele visse outra vez a cena daquele dia.

Ela tinha sido excepcionalmente dócil e carinhosa, deixando-se abraçar por ele, mas, por trás daquela doçura, se escondia uma lâmina afiada.

Como ele não tinha percebido?

De manhã, ela ainda estava brigando com ele, mas à tarde agiu como se nada tivesse acontecido, chegando até a lhe dar falsas esperanças.

De pé no escuro, ele sorriu amargamente em silêncio.

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