Mirela perguntou:
— E o que te faria se sentir melhor? Quer ir fazer compras?
— Vamos contratar uns acompanhantes — Os olhos de Carla brilharam enquanto o interesse tomava conta dela. — Já vi homem feio demais nesses encontros. Preciso olhar para uns bonitos para recuperar o meu bom gosto.
Mirela assentiu.
— Pode ser, vamos.
— Partiu! — exclamou Carla.
As duas foram direto para o Sublime Club.
Não pediram uma sala VIP, mas ficaram em um dos sofás disputados da área principal do bar. Com um gesto generoso, Carla mandou o gerente trazer as melhores bebidas e chamar os acompanhantes. Ela queria analisar todos, um por um.
O gerente avaliou as roupas de Carla e Mirela, notou que estavam vestidas com marcas de luxo da cabeça aos pés e não hesitou em atender ao pedido.
Em pouco tempo, vinte homens perfilados estavam parados diante delas.
Carla cruzou um braço e apoiou o queixo na outra mão, andando de um lado para o outro enquanto os examinava de cima a baixo.
No fim, escolheu apenas um.
— Esse fica. Os outros podem ir. Traga mais vinte!
E assim foi. Cerca de sessenta homens passaram por ali, e Carla selecionou apenas cinco. Satisfeita por ora, decretou:
— Muito bem. Se vocês conseguirem me deixar feliz esta noite, recompensa não vai faltar.
Os cinco imediatamente a rodearam. Alguns massageavam seus ombros e pernas, outros a serviam com bebidas e frutas. Um deles segurou a mão de Carla e perguntou num tom manhoso:
— Gata, não quer apalpar o meu abdômen?
Carla estava se divertindo horrores, sem o menor sinal da amargura de antes.
Será que homens bonitos realmente tinham esse poder terapêutico?
Mirela observava a cena, pensativa.
Seu celular vibrou. Ao olhar, viu que era uma mensagem de Oliver.
Oliver: [Fique tranquila, Sra. Medeiros. Estou logo atrás da senhora, à esquerda. Pode aproveitar a noite.]
Mirela sorriu de canto e a tensão em seu peito diminuiu um pouco.
— Você aí, vai dar um pouco de atenção para ela. Ela é muito, muito rica. Se você a deixar feliz, pode pedir o que quiser! — Carla apontou para um rapaz de aparência ousada, mandando-o para perto da amiga.
O acompanhante logo se acomodou ao lado de Mirela.
— Gata, o que você quer beber?
— Puta merda! Leonardo, aquela ali não é a Mirela? Puta que pariu, eles vão se beijar!
Leonardo seguiu a direção do dedo dele. No meio do jogo de luz e sombra, Mirela estava em uma atitude extremamente íntima ao lado de outro homem.
Do ângulo em que ele estava, só dava para ver a nuca do cara, que se inclinava cada vez mais em direção ao rosto de Mirela.
No segundo seguinte, a cabeça do homem bloqueou a visão por completo, dando a impressão de que... os dois estavam se beijando.
O rosto de Leonardo ficou sombrio no mesmo instante, e ele caminhou a passos largos naquela direção.
— Leonardo?
No entanto, depois de dar alguns passos, Leonardo parou de repente.
Ele soltou um riso frio, virou as costas e caminhou em direção a um dos camarotes VIP ao lado.
Adilson ficou completamente confuso, boquiaberto.
— Leonardo, você...
O que estava acontecendo?
Como alguém que, segundos atrás, exalava um instinto assassino agora podia estar tão calmo de novo?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade
Totalmente fora de contexto esse capítulo, ficou uma bagunça....
Descontaram 20 moedas no total...
Cobraram as moedas e não disponibilizou o capítulo, de sendo que está com erro...