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Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade romance Capítulo 356

Na pista de dança, alguém empurrou Mirela de repente!

Mirela cambaleou dois passos para a frente. Ao se virar, viu um clarão frio e prateado brilhar no escuro!

Suas pupilas se contraíram de repente. Era... uma faca!

— Ai, que dor!

No segundo seguinte, alguém gritou em desespero, e a cena logo virou um caos ainda maior.

— Mirela? Mirela?!

A voz ansiosa e apavorada de Carla ecoou não muito longe dali.

Mirela quis ir até ela, mas estava cercada por pessoas correndo em todas as direções para fugir. Em meio a tantos empurrões, era simplesmente impossível passar.

Mirela gritou, desesperada:

— Carla, não se preocupe comigo! Corre para fora!

No instante seguinte, um calafrio percorreu sua espinha, e os pelos do corpo se arrepiaram. O perigo estava ali.

— Sra. Medeiros, corra!

A voz urgente de Oliver chegou até ela.

A mente de Mirela virou uma confusão. Sem conseguir pensar em mais nada, ela correu apressadamente para fora da pista de dança.

O grito de antes já havia revelado sua posição. Alguém a estava procurando, e ela precisava sair dali imediatamente.

Foi então que percebeu que não estava segura. Não deveria ter baixado a guarda.

Seu coração batia descompassado de tanto nervosismo. Havia pessoas por todos os lados, empurrando-a para a frente.

Mas aquela direção... não parecia ser a saída.

Sendo arrastada pela multidão, ela acabou parando em um corredor.

Dos dois lados do corredor ficavam os camarotes privativos. As pessoas simplesmente abriam as portas, entravam correndo e as trancavam por dentro logo em seguida.

— Rápido, não tem ninguém aqui, vamos entrar.

Havia alguns homens logo atrás dela. Um camarote vazio estava bem à frente, e eles se espremeram para entrar enquanto falavam.

Mirela também foi empurrada para dentro.

O cômodo era extremamente apertado. Mirela encostou as costas na parede e sentiu algo parecido com cabos ao seu lado. Ao tatear, percebeu que eram vassouras e rodos.

Aquilo era um quartinho de limpeza?

Duas respirações ofegantes se misturaram na escuridão. Mirela arregalou os olhos, tentando enxergar quem estava à sua frente.

A única coisa que podia afirmar era que se tratava de um homem. Ele era alto, tinha muita força nas mãos e um cheiro um tanto familiar.

Mas ela estava tão tensa que, por um momento, não teve coragem de perguntar nada, limitando-se a tentar acalmar a própria respiração.

Ela segurou firme o cabo do rodo. Se aquele homem tentasse alguma coisa, ela não facilitaria.

No entanto, depois de um bom tempo de espera, o homem não fez nenhum movimento. Pelo contrário: sua respiração se estabilizou e, no escuro, ela quase conseguia sentir o olhar dele pousado em seu rosto.

Mirela franziu levemente a testa, sem dizer uma palavra, apenas prestando atenção aos ruídos do lado de fora.

Depois de um período de confusão, o ambiente lá fora ficou terrivelmente silencioso.

Mesmo assim, o coração dela não parava de apertar, dominado por um mau pressentimento.

Mais cedo, alguém havia esfaqueado uma pessoa na pista de dança, e aqueles homens que a empurraram não tinham feito aquilo por acidente. Tinha sido de propósito.

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