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Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade romance Capítulo 358

— Leonardo, Leonardo, você está aqui?

Bem quando o clima estava tenso, a porta do quartinho de limpeza foi aberta de supetão.

A voz estrondosa de Adilson invadiu o pequeno espaço.

Assim que viu os dois abraçados lá dentro, ele fechou a porta num sobressalto.

— O Leonardo não está aqui, deve ter saído. Vou ligar para ele.

A voz foi se distanciando cada vez mais...

Mirela o empurrou bruscamente e abriu a porta do quartinho.

Os outros clientes já começavam a sair dos camarotes aos poucos. Todos exibiam expressões pesadas e complexas; alguns pareciam aterrorizados, outros, chocados e desconfiados.

Ao sair, Mirela percebeu que uma garota havia sido ferida. Ela estava caída no chão, enquanto a equipe de primeiros socorros da boate fazia um curativo.

— Sra. Medeiros!

Oliver a viu de longe e correu imediatamente em sua direção.

Mirela perguntou:

— Você não disse que aqui era seguro?

Oliver coçou a cabeça, sentindo-se muito culpado.

— Se você sabia que estava sendo seguida, por que não ficou quieta em casa? Vai sair justamente para um lugar lotado. Por acaso cansou de viver?

A voz serena de Leonardo soou logo atrás dela.

Um tom de deboche cortante, sem a menor cerimônia.

Mirela cerrou os punhos, respirou fundo e ignorou completamente o homem atrás dela.

Oliver lançou um olhar complexo para Leonardo.

Na verdade, ele tinha mantido Mirela sob vigilância o tempo todo. Quando aqueles homens tentaram empurrá-la para o camarote, ele já estava indo intervir.

Mas, de repente, Leonardo apareceu e a puxou dali.

Como ele iria atrás dela depois disso?

Teria como impedi-lo?

Ele servia a dois chefões e acabava encurralado.

Talvez fosse melhor largar de vez aquele trabalho.

Que a Sra. Medeiros encontrasse outra pessoa.

Mas, pensando bem, qualquer outra pessoa que ela contratasse não teria ligação com Leonardo?

Ele conhecia até aquele cretino do Carlos Teixeira.

— Estou bem. E você?

Carla perguntou, extremamente preocupada:

— Estou aqui do lado de fora da boate. Quando olhei para trás, o lugar já estava todo isolado. Fiquei morrendo de medo agora há pouco, ouvi alguém gritando de dor. Você se machucou?

Mirela tentou tranquilizá-la:

— Eu não me machuquei. Não precisa ficar com medo. Eu me escondi muito bem.

Carla lamentou, sentindo-se culpada:

— A culpa é toda minha. Se eu não tivesse te chamado para cá...

Mirela a confortou com paciência:

— Ei, já passou. Está tudo bem, de verdade. Já é tarde, vai para casa descansar. Assim que eu chegar, te mando uma mensagem. Estou com o meu guarda-costas. Nada de ruim vai me acontecer.

Ela insistiu várias vezes para tranquilizar Carla.

Carla, no entanto, foi teimosa:

— Vou esperar você sair aqui fora. Só vou ficar em paz quando te vir.

Mirela massageou as têmporas e acabou concordando:

— Tudo bem, mas toma cuidado aí fora.

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