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Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade romance Capítulo 370

— Como ele entrou em contato com você? E onde e como foi feito o pagamento? — exigiu Nanto, ao lado.

O homem não escondeu nada e despejou todas as informações de uma vez.

Nanto imediatamente instruiu a equipe a investigar esse tal Porto.

E aquele homem foi solto.

O outro continuou em silêncio. Leonardo não pôde deixar de observá-lo com mais atenção.

— Por que você continua calado?

O homem silencioso ergueu a cabeça e o encarou:

— Sr. Vasconcelos, foi o senhor quem mandou a gente fazer isso. Só não entendo por que, no fim das contas, o senhor quer nos matar.

Assim que aquelas palavras ecoaram, todos no galpão ficaram em choque.

Nanto lhe deu um chute violento e gritou:

— Que absurdo é esse que você está dizendo?! O Sr. Vasconcelos nem conhece você. É impossível que tenha feito isso! Não ouse fazer esse tipo de acusação falsa!

O homem gemeu de dor após o chute, uma expressão de agonia cruzando seu rosto. Ele arfou, tentando recuperar o ar, e olhou para Mirela:

— Senhora, foi o Sr. Vasconcelos quem mandou. Ele até pediu que a gente encenasse tudo isso na sua frente, só para se livrar das suspeitas.

Mirela fixou nele um olhar frio e penetrante:

— Ah, é mesmo? Se ele pagou para vocês encenarem tudo isso, deve ter dado muito dinheiro, não é? Então por que você está se voltando contra ele?

O homem respondeu:

— Porque minhas pernas foram quebradas de verdade por ele!

Apesar da acusação repentina, o rosto de Leonardo permaneceu inalterado, sem demonstrar qualquer emoção.

Ele olhou para Mirela e perguntou:

— Você acredita no que ele está dizendo?

Mirela não retribuiu o olhar. Ainda encarando o homem caído no chão, questionou:

— Mas, se fosse isso mesmo, ele te daria uma compensação generosa depois. Ou seja, você teria ainda menos motivo para traí-lo.

Os olhos do homem vacilaram, e ele balbuciou:

A expressão de Nanto congelou. Ele jamais imaginou que a senhora pudesse ser tão impiedosa.

Quebrar a terceira perna também...

Ele, por instinto, deu dois passos para trás e depois olhou para os guarda-costas:

— Não ouviram a ordem da senhora? Façam isso.

Uma expressão de choque e incredulidade tomou conta do rosto do homem caído no chão. Ele começou a se debater loucamente:

— Não... não podem! Vocês não podem fazer isso! Eu falei a verdade, eu... Ahhh!

Um grito lancinante rasgou o ar.

A barra de ferro atingiu suas pernas com brutalidade, estilhaçando os ossos na mesma hora.

— Eu falo... eu conto tudo, parem de bater, parem de bater...! — O homem uivava de dor sem parar.

Mas já era tarde demais.

Mirela não tinha mais a menor vontade de ouvi-lo. E se ele tentasse enganá-la outra vez?

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