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Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade romance Capítulo 466

O médico foi embora logo depois, e o quarto do hospital voltou a ficar em silêncio. Patricia estava sentada na cama, sem dizer uma palavra. A luz iluminava seu rosto, deixando sua expressão ainda mais pálida.

Mirela engoliu a tristeza que apertava seu peito, aproximou-se e disse:

— Vó, a senhora não queria descansar? Então deite um pouco.

Durante essa fase de desintoxicação, o corpo da idosa estava muito fragilizado, exigindo bastante repouso.

Patricia ficou atônita por alguns segundos antes de assentir.

— Ah, sim. Estou com sono, vou dormir.

Mirela a ajudou a se deitar e a cobriu com o cobertor. Ao ver a avó fechar os olhos, a tristeza e a raiva no olhar da jovem quase transbordaram, difíceis de disfarçar.

Ela se virou e saiu do quarto, sendo acompanhada por Leonardo logo atrás.

Respirou fundo e, em seguida, olhou para ele.

— Eu quero que o Grupo Medeiros vá à falência.

Leonardo a envolveu pelos ombros.

— Tudo bem.

O corpo de Mirela enrijeceu levemente, mas ela não o afastou.

Logo depois, ele a virou com delicadeza, fazendo com que o rosto dela se escondesse em seu peito. Sua mão grande e acolhedora acariciou suavemente a nuca dela, e ele murmurou:

— Chora, se você quiser chorar.

As mãos de Mirela se fecharam em punhos.

Ela tinha conseguido se segurar tão bem até aquele momento.

No entanto, bastou ouvi-lo dizer aquilo para que as emoções que ela vinha reprimindo desmoronassem num instante. As lágrimas começaram a cair sem controle. Ela mordia os lábios com força, deixando escapar apenas alguns soluços baixos quando já não conseguia mais se conter.

Era um som de partir o coração.

O pomo de Adão de Leonardo se moveu pesadamente.

— Mirela, pode chorar alto. Não precisa se segurar.

Mirela não lhe deu ouvidos. De olhos fechados, completamente envolvida pelo cheiro dele, deixou a angústia escapar um pouco e, em seguida, o empurrou de leve.

Leonardo não queria soltá-la.

Se pudesse, queria continuar abraçando-a para sempre.

Ele a soltou, e ela imediatamente levou as mãos ao rosto para enxugar as lágrimas.

— Vou passar a noite aqui com a minha avó. É melhor você voltar.

Por ter acabado de chorar, a voz dela estava abafada, e os cantos dos olhos estavam vermelhos. Mas aquelas pupilas, lavadas pelas lágrimas, pareciam extraordinariamente límpidas.

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