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Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade romance Capítulo 527

Ao ver a expressão de pavor dela, Mirela tentou confortá-la imediatamente.

— Pronto, não pense demais nisso. Ele não te viu e não vai te encontrar por enquanto.

Carla olhou para ela com os lábios trêmulos e perguntou:

— Ele continua me procurando... Casar realmente vai adiantar alguma coisa?

Mirela baixou o olhar e disse:

— Estamos apostando em uma possibilidade. Se você estiver casada, ele deixará de ter essas intenções.

O rosto de Carla se contorceu de preocupação. Uma inquietação inexplicável tomou conta dela, e o nervosismo a fez sentir náuseas.

Cobrindo a boca com a mão, ela correu direto para o banheiro, com ânsia de vômito.

Vendo isso, Mirela foi atrás às pressas, segurando uma garrafa de água. Ver a amiga passando mal daquele jeito só aumentou sua aflição.

— Carla, sua menstruação já desceu?

Após enxaguar a boca, Carla respondeu:

— Ainda não está no dia, falta uma semana.

Ela apertou a garrafa de água com força e perguntou, extremamente nervosa:

— Mirela, o que você quer dizer com isso? Não me assusta!

Mirela explicou:

— Você de repente sentiu enjoo e vontade de vomitar, só fiquei com medo de que, por acaso...

— Impossível! — Carla balançou a cabeça freneticamente. — É impossível, eu lembro que havia várias camisinhas no chão, então não tem como eu estar grávida.

O rosto dela ficou um pouco vermelho ao se forçar a lembrar dos eventos daquela noite, e seus olhos vacilaram.

Ouvindo isso, Mirela suspirou aliviada:

— Que bom. Agora não é o momento para uma gravidez, senão as coisas ficariam ainda mais caóticas.

Carla concordou com a cabeça:

— Sim, eu sei, então com certeza não estou. E eu tomei a pílula depois.

Nervosa, ela tomou mais alguns goles de água, e a sensação de náusea desapareceu.

Ao saírem do banheiro, Mirela a puxou para jogarem uma partida de Buraco com Patricia.

Patricia estava super animada, e, aos poucos, Carla foi esquecendo a tensão e o medo.

À noite, o mordomo arrumou o quarto de hóspedes. Mirela a levou até lá e disse:

— Você dorme aqui esta noite. Amanhã cedo, o Leonardo vai pedir para alguém te levar de volta. Depois eu passo para te ver, mas não saia de casa por enquanto.

— Está bem, eu entendi. — Carla assentiu e segurou a mão de Mirela. — Mirela, fica aqui e dorme comigo esta noite.

Ela franziu a testa, querendo resistir, mas pensou que só faltavam duas vezes. Quanto mais cedo terminasse, mais cedo ficaria livre.

Ela disse:

— Então vou mandar uma mensagem para a Carla.

Ela se virou para pegar o celular, mas o homem a puxou de volta e se inclinou para beijar seus lábios.

— Hum!

Que loucura era aquela!

Mirela se debateu e deu tapinhas nele, mas de nada adiantou. O homem sobre ela parecia realmente fora de si, dominando-a com uma intensidade arrebatadora e possessiva.

...

Carla esperou uma eternidade e nada da Mirela aparecer. Decidiu ir procurá-la. Ao chegar na porta do quarto da amiga, estava prestes a bater quando ouviu uns sons estranhos e abafados vindo lá de dentro.

Ela piscou, confusa. Que barulho era aquele?

Aproximou-se para ouvir melhor e, quando finalmente entendeu do que se tratava, seu rosto ficou da cor de um pimentão. Arregalando os olhos, ela deu meia-volta imediatamente e correu de volta para o seu quarto.

Que raiva!

Aquele Leonardo havia monopolizado a sua Mirela!

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