Natan semicerrara os olhos, lançando olhares entre Víctor e os quatro pequenos, com um tom de voz levemente azedo: "Desde quando vocês viraram amigos? Eu compro brigadeiro pra vocês todo dia e nunca tive esse tratamento!"
Daniel ergueu o rostinho, cheio de orgulho: "Não vou te contar!"
De imediato, os pequenos se juntaram em um círculo, bloqueando o olhar investigativo de Natan.
Geraldo cruzou os braços, fitando Víctor seriamente: "Aquela sua mãe malvada, por que ela levou a Iris? Foi pra te ameaçar a voltar pra casa, ou só porque não gosta da Iris?"
Víctor soltou um sorriso amargo e massageou as têmporas: "Porque ela é extremamente controladora, não aceita que eu tenha amigos por perto, muito menos que eu goste de alguma garota."
Daniel inclinou a cabeça com inocência e perguntou: "Você gosta daquela boba?"
Víctor ficou surpreso e, antes que pudesse responder, Julio já se adiantou:
"Isso não é o mais importante! O importante é que a boba foi levada pela mulher má, agora ela está em perigo!"
Natan não se conteve e interrompeu: "Então, você gosta mesmo daquela... Iris?"
Víctor respirou fundo, o olhar firme: "Eu gosto dela, gosto muito!"
Geraldo franziu as pequenas sobrancelhas e foi direto ao ponto: "Mas sua mãe malvada quer matá-la! Ela não permite que vocês fiquem juntos."
Víctor ficou em silêncio por um momento, a voz rouca: "O que eu devo fazer, então?"
Geraldo sugeriu friamente: "Se não quer que ela morra, tem que se afastar dela!"
Víctor levantou a cabeça de repente, depois balançou: "Não dá, isso é pior do que morrer pra mim."
Daniel inclinou a cabeça, confuso: "Por quê?"
Víctor sorriu amargamente: "Vocês não entenderiam..."
Daniel pôs as mãos na cintura: "A gente pode ser pequeno, mas não somos ignorantes!"
David tomou um gole de chá calmamente, lançou um olhar para os quatro pequenos cochichando no canto e esboçou um leve sorriso: "Eles têm talento, deixa que procurem primeiro."
Porém, passou-se um dia inteiro...
Víctor estava inquieto, até que não aguentou e puxou Geraldo para perguntar: "E aí, conseguiu alguma coisa?"
Geraldo balançou a cabeça, o rostinho tão franzido que parecia uma bolinha de pão de queijo.
Natan, de pernas cruzadas ao lado, brincou preguiçosamente: "O que houve, pequeno gênio também falha? Dessa vez tá difícil, hein?"
Geraldo explicou: "A pequena aranha está fazendo o máximo, mas sua mãe malvada já estava preparada."
Na verdade, depois de tantas derrotas, Zoé finalmente aprendera a lição.
Dessa vez, ela não só apagou todos os vestígios, como também trocava constantemente o local onde mantinha a Iris presa, a ponto de nem a rede de informações dos quatro pequenos conseguir encontrar qualquer pista por enquanto.

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