Jessica não conseguiu conter o riso; quando se tratava do nome da filha, David realmente não aceitava perder nem um pouco.
Ao chegar em casa, Jessica avistou a silhueta de Raquel Ferro.
Jessica ficou surpresa:
"Raquel, o que você está fazendo aqui?"
Raquel lançou um olhar para David, aproximou-se e segurou o braço de Jessica:
"Foi o seu Sr. Martins, preocupado que você ficasse entediada sozinha em casa. Pediu para eu vir te fazer companhia."
Jessica olhou para David, sem esperar que ele se lembrasse do que ela dissera na noite anterior.
"Eu não sou de porcelana. Você não estava ocupada ultimamente?"
Raquel sorriu com malícia:
"Ocupada com o quê? Nada é mais importante do que você, Jessica."
Ela piscou:
"Além disso, minha maior missão já foi cumprida. Agora, aquele emprego chato não faz mais diferença."
Jessica caiu na risada.
Ela sabia muito bem a que "missão" Raquel se referia — quando Raquel começou a trabalhar no hospital, seu maior objetivo era conquistar Orlando.
Agora que os dois já moravam juntos, podia-se dizer que a "missão" estava realmente cumprida.
"Orlando sabe que você não quer mais trabalhar?" Jessica brincou.
Raquel ergueu a sobrancelha, orgulhosa:
"Ele adoraria que eu largasse tudo para ficar em casa cozinhando para ele."
De repente, ela estendeu a mão e tocou a barriga de Jessica:
"E aí, o bebê se comportou hoje?"
"Sim, tudo certo." Jessica instintivamente protegeu a barriga. "A médica do hospital disse que está tudo bem."
Jessica contou o nome do bebê para Raquel, cuja primeira reação foi:
"E aqueles quatro pequenos pestinhas, não opinaram?"
Como não? Tinham muitas opiniões!
"O Geraldo queria chamar de Candy, o Daniel queria Bola..."
Raquel sentou-se ao lado dela:
"Nem tanto. Antes, toda vez que eu o via, ele estava com aquela cara de gelo, dava até medo. Agora, vendo como ele é com você, não parece mais tão assustador."
De repente, ela ficou séria:
"Falando sério, ele não está mais tenso ultimamente? Notei que a segurança da casa aumentou bastante."
O sorriso de Jessica foi diminuindo:
"Sim, ele está preocupado com o pessoal do Sr. Castelo..."
Raquel percebeu a inquietação nos olhos de Jessica:
"O Sr. Martins me disse pelo telefone que você teve um pesadelo. É verdade?"
"Sim," murmurou Jessica. "Foi um sonho estranho, o bebê chorava, perguntava por que eu não conseguia encontrá-lo..."
Raquel apertou a mão dela:
"Sonho é ao contrário, relaxa... E outra coisa..." ela deu um tapinha no próprio peito, "com essa madrinha aqui, nenhum monstro chega perto da nossa Edna."
Jessica não resistiu ao exagero da expressão dela e logo sentiu o humor melhorar.

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