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Caso de Uma Noite: Quatro Bebês Expõem o Chefão como Pai! romance Capítulo 1533

Sua outra mão apoiava a nuca dela, com uma força que quase a machucava.

Mas aquela dor era tão real, tão viva, completamente diferente do tormento ilusório provocado pela droga.

Celeste, instintivamente, afrouxou a mordida.

Nilton retirou rapidamente os dedos, que já exibiam duas fileiras profundas de marcas de dentes, com a carne ferida e ensanguentada.

Mas ele não se importou com seu próprio ferimento. Segurou o rosto dela com as duas mãos e, com os polegares, limpou o sangue dos cantos de sua boca.

"Atreva-se a morrer para ver o que acontece..."

Sua voz tremia violentamente, e seus olhos brilhavam com uma luz assustadora. "Eu corri atrás de você por três anos, esperei por você por três anos, e não foi para assistir você tirar a própria vida!"

Celeste tremia em seus braços, os dedos agarrando com força a gola de sua camisa, como se temesse que ele desaparecesse de repente. Ela tentou falar, mas apenas emitiu uma série de sons ininteligíveis.

O efeito da droga deixara sua língua dormente e sua visão embaçada, mas o brilho das lágrimas nos olhos de Nilton era inconfundivelmente nítido.

Uma gota quente caiu no rosto de Celeste.

Eram as lágrimas de Nilton. Queimavam.

"Vou tirar você daqui." Nilton enxugou o rosto de qualquer jeito e a pegou no colo com o máximo de cuidado.

Celeste estava completamente sem forças e só podia se apoiar em seu peito. Os batimentos cardíacos dele eram ensurdecedores, rápidos demais.

Contudo, quando estavam prestes a sair, a porta do quarto se abriu abruptamente.

Otávio havia retornado.

Nilton enrijeceu, protegendo Celeste em seus braços por puro instinto.

Vários guardas apontaram suas armas para a cabeça de Nilton.

Otávio entrou lentamente, seu terno ainda impecável. A luz da lua que entrava pela janela iluminava metade de seu rosto com uma palidez fantasmagórica, enquanto a outra metade se escondia nas sombras.

Ele ordenou com uma voz gélida: "Coloque-a no chão!"

Ele retrucou: "Ela não pertence a ninguém, especialmente a um canalha como você, que usa drogas para controlar mulheres."

O canto da boca de Otávio se contraiu.

Ele lentamente tirou uma pistola prateada do bolso interno do paletó, o cano apontado diretamente para o centro da testa de Nilton.

De relance, Celeste viu o buraco escuro da arma e um som fraco escapou de sua garganta.

Ela ergueu a mão, nervosa. Queria falar, impedi-lo, mas não conseguia emitir som algum. Só podia olhar para Otávio com um olhar suplicante.

Mas essa cena apenas intensificou a fúria de Otávio.

"Todos esses anos, e eu criei uma ingrata como você?"

Como Celeste não podia falar, Nilton se tornou sua voz: "Quem exige retribuição da própria filha de criação? Se você tem algum problema com isso, de agora em diante, eu cuido da Celeste. Ela pode até adotar meu sobrenome, Gomes! Criar uma ingrata também seria um prazer para mim."

O rosto de Otávio se contorceu por um instante: "Parece que você andou pesquisando bastante sobre mim."

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