Natan não acreditou: "Humm, não foi isso que você disse antes. E além do mais, quem admira alguém a ponto de não querer se casar com mais ninguém?"
Gisela respirou fundo, parecendo conter um impulso violento: "Natan, você está entediado? Por que insiste em se meter na minha vida? Quem eu gosto tem alguma coisa a ver com você?"
"Claro que tem..."
A voz chegou claramente até o interior da casa.
Os quatro pequenos se entreolharam, sem palavras.
Quando estavam prestes a sair, ouviram uma notícia bombástica.
Natan continuou: "Falando nisso, você tem mesmo que gostar do meu primo? Você sabe que ele gosta da ‘fadinha’, e ainda assim insiste nisso..."
Seu tom era de pura frustração.
Gisela retrucou: "Eu não gosto dele, vou gostar de você, por acaso?"
Natan respondeu sem pensar: "O que há de errado em gostar de mim? Então goste de mim, ué."
Assim que as palavras saíram, os dois congelaram.
Dentro da casa, os quatro pequenos, que espiavam pela porta de vidro, arregalaram os olhos.
"..."
Ué, eles estavam brigando e, de repente, rolou uma declaração?
Só então Natan percebeu que havia falado demais.
Ele abriu a boca para se corrigir, mas viu que a expressão de Gisela estava mudando.
"Não é isso...", ele ia tentar consertar, mas Gisela perguntou: "O que você disse agora?"
Natan negou imediatamente: "Eu não disse nada."
Gisela deu um passo à frente. "Natan, eu ouvi tudo."
Natan recuou: "Você ouviu o quê?"


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