"Ai, isso dói!"
Uma dor aguda surgiu do nada, junto com a brisa gelada de dezembro, fazendo com que a garota sentisse uma pontada fria em seus ossos.
"Yanie, seja boazinha. Relaxe e você ficará bem logo", disse o homem, com uma voz extremamente gentil, pressionando seus lábios finos contra a orelha dela.
Shenie cerrou os dentes e lentamente se acalmou, obedecendo às exigências do homem.
O homem a molestou até tarde da noite. Ele cochilou quando se sentiu cansado, mas Shenie não se atreveu a dormir. Ela suportou a dor incômoda em seu corpo enquanto vestia suas roupas com as mãos trêmulas.
Ela se apoiou na parede enquanto saía pela porta. Antes de ir embora, ela se virou e deu uma última olhada no homem, que estava deitado na cama.
Seu rosto era delicado como uma escultura. Seus olhos brilhantes estavam fechados delicadamente. Parecia que estava tendo um lindo sonho.
Ele era perfeito, mas infelizmente não pertencia a ela.
Shenie desviou o olhar, sem coragem de pensar no que tinha acontecido. Ela abriu a porta e saiu.
Do lado de fora da porta, uma garota de boné, óculos grandes e máscara facial esperava por ela. "Você está pronta?", ela perguntou.
Shenie assentiu, com uma expressão séria em seu rosto.
Apesar da aparência alegre no rosto da garota, havia uma expressão de desdém em seus olhos. "Até que você tem alguma utilidade, no final das contas. Agora, cai fora!", ela zombou.
Shenie não se mexeu. Ela olhou friamente para a garota e perguntou: "Onde está o dinheiro?"
"Você achou que eu iria enganar você? O dinheiro está com o papai. Se duvidar, pergunte a ele você mesma!", disse a garota, de forma grosseira. Em seguida, ela tirou os óculos escuros e a máscara do rosto e estava prestes a entrar na sala.
Quando entrou no automóvel, disse ao motorista: “Área residencial de Holborn”.
Era um bairro nobre da cidade, onde moravam seu pai, Jacob, e também a sua irmã. Mas, para Shenie, era o lugar em que ela nunca mais colocaria os pés depois daquele dia.
No caminho para Holborn, ela recebeu um telefonema do hospital. "Senhorita Yales, você por acaso acha que somos uma organização de caridade? Se você não...", dizia uma senhora ao telefone, de forma áspera.
"Não se preocupe! Eu prometo que enviarei o dinheiro para você hoje!", interrompeu-a Shenie, com firmeza.
A senhora ficou atordoada com a resposta, e então Shenie virou-se para o motorista e disse, de forma um tanto agressiva: "Depressa! O tempo não vai esperar por ninguém!".
Shenie não disse mais nenhuma palavra. Depois que a pessoa do outro lado da linha desligou o telefone, ela segurou o celular com ainda mais força.
Mãe, espere só um pouco mais. Eu vou conseguir te salvar!

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