Depois que Yanie saiu, Charles afrouxou a gravata, irritado, e abriu um botão da camisa.
Em seguida, ele acendeu um cigarro e olhou pela janela. A neve já havia parado de cair. Ele permaneceu em silêncio.
Seu rosto sombrio se refletiu na janela impecavelmente limpa.
Ele não entendia como aquilo podia acontecer.
Ele havia ficado louco por ela da outra vez, mas, na noite passada, quando ele sentiu a fragrância pungente de seu perfume, seu fogo foi extinto.
Mas não havia sido assim da primeira vez.
A moça da outra noite tinha um aroma fresco e suave, que o havia deixado muito à vontade.
O que diabos estava acontecendo?
Charles pressionou o polegar entre as sobrancelhas. Ele estava com dor de cabeça, provavelmente porque estava muito cansado. E, agora, ele estava começando a elucubrar bobagens.
Ele apagou a ponta do cigarro no cinzeiro e tentou não pensar mais no assunto. Em vez disso, ele fez uma ligação: "Prepare-se, estou indo para o hospital."
...
Assim que Mia adormeceu, Shenie foi lavar a louça.
"Shenie, por que você está sempre usando uma máscara?", perguntou a curiosa senhora ao lado da cama, assim que ela voltou com os pratos limpos para o quarto.
Shenie ajeitou a máscara no rosto e desviou o olhar. "Meu corpo está fraco. Para mim, é fácil ficar doente se eu passar muito tempo no hospital. Por isso, o médico sugeriu que eu usasse uma máscara."
A senhora entendeu e concordou com a cabeça.
Shenie deu um sorriso amarelo e voltou para a sala, para continuar a arrumação.
A família Yales havia proibido que Shenie e sua mãe aparecessem na cidade, mas a capital era o único lugar em que sua mãe poderia tratar sua doença.
Então, a única alternativa que lhe restava era se esconder.
O gerente Wiles ficou com tanto medo que começou a tremer. "Diretor Hanks, por favor, venha comigo", disse ele, com a voz trêmula, mostrando o caminho para Charles.
Havia muitas pessoas no hospital. Charles não havia informado ao diretor do hospital que faria uma visita, então não havia nenhuma recepção especial preparada para ele. Como era tão alto, ele se destacou da multidão. Em virtude de sua frieza inata, as pessoas ao seu redor não ousavam se aproximar dele.
O elevador não demorou a chegar. Mantendo a cabeça baixa, as pessoas ao redor, embora tivessem receio dele, entraram juntas, com pressa, já que havia um número limitado de elevadores para atender a todos.
Shannon e o gerente Wiles protegerem rapidamente Charles da multidão.
A porta estava prestes a se fechar. De repente, o elevador parou e, após alguns segundos, a porta se abriu novamente.
Segurando duas sacolas grandes nas mãos, Shenie entrou e se espremeu dentro do elevador lotado com dificuldade.
"Ufa!", suspirou aliviada. Ela estava feliz de ter conseguido pegar o elevador, pois, caso contrário, não sabia quanto tempo teria que esperar pelo próximo.
"Hoje é um dia de sorte", pensou. Mas mal sabia ela que não seria um dia de sorte, no final das contas. Aquele era apenas o começo da sua maré de azar.

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