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CEO Fabiano, Você Foi Chutado para Fora do Jogo! romance Capítulo 28

Maia, sentada na cadeira de rodas, ajeitou o cachecol em volta do pescoço.

— Amanhã de manhã faz um pouco de sopa de frango com creme. Quero levar pro meu tio no hospital. — Disse Maia.

— Sim, senhorita. — A cuidadora respondeu, empurrando a cadeira de rodas em direção à casa.

— Maia!

A voz cortou o ar de repente, tensa, aflita, carregada de raiva.

O homem que dirigia o carro era claramente segurança. Assim que ouviu os passos apressados, ele virou-se instintivamente, colocando-se entre Maia e a direção do som, em posição de defesa.

Por isso, quando Maia olhou para trás, no primeiro momento ela não conseguiu ver o rosto de quem se aproximava. Mas aquela voz…

— Deixa. Ela é minha amiga. — Disse Maia, num tom tranquilo.

O segurança se afastou um pouco para o lado. Foi então que Maia viu Ivone, parada no meio do vento frio, os olhos vermelhos.

Maia baixou os cílios por um instante. Um dia, aquele tipo de expressão em Ivone faria seu peito apertar. Maia não suportaria vê-la chorar ou sofrer. Quem ousasse magoá-la, teria que se entender com Maia.

Mas isso foi antes. Antes de Ivone também gostar de Fabiano. Qualquer pessoa que amasse Fabiano era, automaticamente, uma inimiga de Maia. Especialmente Ivone.

— Ivi, o que você tá fazendo aqui? — Perguntou Maia, sem demonstrar surpresa.

Maia fez um pequeno gesto com a mão, e a cuidadora girou a cadeira de rodas para que ficasse de frente para Ivone.

O vento gelado agitava os cabelos longos de Ivone. Ela apertou os dedos, tão frios e rígidos que doíam, e olhou para Maia como se custasse a acreditar no que via. As pernas dela, pesadas como chumbo, se recusavam a se mover.

— Por que você tá morando aqui?

A pergunta de Ivone saiu direta.

Ivone nunca, nem nos cenários mais improváveis, teria imaginado isso: a pessoa morando ali era Maia.

De repente, tudo o que Carlos tinha dito pareceu ganhar outra cor.

Não era à toa que ele insinuara que ela era "generosa" por tolerar o lugar onde Fabiano tinha instalado Maia. Aos olhos dos que sabiam da história, Ivone devia parecer uma piada ambulante.

— Cala a boca!

A voz de Ivone saiu cortante.

O olhar gélido que ela lançou foi suficiente para fazer a cuidadora recuar um passo, engolindo o resto da frase que pretendia dizer.

Maia inclinou levemente a cabeça.

— Chega. Não é assunto seu. — Mais repreendeu a cuidadora, sem alterar o tom.

A mulher se encolheu e se calou na mesma hora.

Ivone nem quis perder tempo assistindo àquela encenação de patroa e empregada.

— Então é assim que você resolveu se vingar de mim, Maia? — Ivone disparou. — Desde que você voltou, se fazendo de compreensiva, como se não tivesse um pingo de ressentimento… Pra, pelas costas, me dar esse tipo de facada. Você sabe melhor do que ninguém o que essa casa significa pra mim.

— Ivi… — Maia suspirou. — Não é vingança. Escolhi esse lugar só por causa do meu tratamento. Você sabe que, depois do acidente de quatro anos atrás, além das pernas, o resto do meu corpo nunca mais foi o mesmo.

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