— Impossível!
Maia abaixou a cabeça, e as lágrimas começaram a se acumular nos olhos. A visão dela ficou completamente embaçada.
Fabiano não a abandonaria. Ele não podia simplesmente decidir que não queria mais vê-la. Ela não carregava justamente o sangue que ele considerava tão precioso?
Ele, como sempre, ficaria aflito assim que soubesse que ela tinha passado mal. Ficaria ao lado dela sem arredar pé, orientaria pessoalmente os médicos sobre cada detalhe do tratamento e providenciaria os melhores remédios e suplementos para a recuperação dela.
Como a empregada costumava dizer, ela era a mulher que Fabiano guardava no lugar mais especial do coração.
Dessa vez não seria diferente.
Maia tinha cuspido tanto sangue que, sem dúvida, ele ficaria ainda mais preocupado do que antes e cuidaria dela com um zelo redobrado.
A voz rouca de Maia começou como um murmúrio, mas logo se transformou num grito estridente:
— Isso é impossível! O Fabiano jamais escolheria não me ver! Vocês estão mentindo para mim! Vocês estão todos mentindo para mim!
Maia apoiou as mãos na cama e se forçou a sentar. Os cabelos soltos cobriam metade do rosto.
Ela chorava de forma descontrolada:
— Vocês se juntaram para me enganar! O Fabiano deve ter tido algum compromisso urgente e não teve escolha a não ser sair, não é?
O médico ainda estava abalado pelo escândalo de antes. Quando viu que ela voltava a perder o controle, apressou-se em adverti-la:
— Srta. Maia, a senhora não pode se alterar dessa maneira agora.
— Cala a boca!
As feições de Maia se distorceram de fúria, deixando seu rosto quase irreconhecível. Ela respirava com dificuldade. Os olhos vermelhos estavam fixos em Rui.
Um feixe de luz atravessou o corredor e iluminou a parede.
O dia já tinha amanhecido. Tinha passado a noite inteira. Fabiano realmente não aparecera nem uma única vez? Ou teria ido embora pouco antes?
De repente, Maia virou-se bruscamente, como se tivesse se lembrado de algo:
— Meu celular... Onde está o meu celular?
— Está aqui, Srta. Maia. — A empregada entregou o aparelho imediatamente. — Por favor, vá com calma.
Maia tinha perdido muito sangue e, somado ao choque emocional, suas mãos tremiam sem parar.
Mesmo assim, com enorme dificuldade, conseguiu abrir o histórico de chamadas e discar o número de Fabiano.
Depois que o médico saiu do quarto, a empregada observou Maia, que parecia completamente vazia por dentro, e começou a se preocupar seriamente com o próprio emprego.
Ela se apressou em consolá-la:
— Srta. Maia, o Rui provavelmente falou aquilo sem pensar. A senhora não deve levar aquelas palavras tão a sério. O Sr. Fabiano deve estar ocupado com algum assunto importante. Como o celular dele está desligado, talvez esteja numa reunião ou... Ah!
De repente, uma dor lancinante atravessou seu pescoço. Uma mão apertava sua garganta com violência.
— Quem mandou você abrir essa boca?
O rosto de Maia surgiu diante dela, ampliado pela proximidade e tomado por uma fúria assustadora.
A empregada arregalou os olhos de pavor. Como alguém tão debilitada ainda podia ter tanta força?
Se Maia estivesse saudável, quão assustadora seria aquela força?
A empregada tentou implorar para que ela parasse. Mas, com a garganta sendo esmagada daquela forma, só conseguiu emitir sons roucos e desesperados.
Maia apertou ainda mais:
— Toda vez que eu fico irritada, você não para de tagarelar no meu ouvido! Se não fosse tão estúpida e tão inútil, acha mesmo que eu teria tolerado você até hoje?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: CEO Fabiano, Você Foi Chutado para Fora do Jogo!
Finalizado como? Nenhuma história fechou: cofrinho nao fez a cirurgia, os pais da Ivone vivos, nao se chegou a essa parte...
ta ficando muito enrolada a historia...