Ceo Vadia nas alturas Capítulo 30

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Passei duas horas direto na academia. Não estou me reconhecendo, mas sim. Fiquei duas horas treinando na academia. Com a minha vontade de transa, um banho não resolveria e eu preciso ficar longe do Matthew para poder me controlar. Então decidi gastar toda essa energia na academia. Não quero sexo com Matthew até saber que ele está bem. Ele não pude fazer esforço e quando a gente… hum… bem, as coisas não são bem calma e romântica. Requer um esforço, esforço que será evitado.

– Senhorita Aria…

– Apenas Aria, Anna. – Não sei quantas vezes eu pedi isso.

Olhei para ela.

– Aria. – Ela dá um sorriso forçado. Quando essa mulher vai confessar seu amor por mim? – Quer algo especial para jantar?

– Eu sei que você gosta de mim. – Falei me aproximando dela.

– Isso é o que você está dizendo.

Apertei meus olhos em sua direção.

– Estamos do mesmo lado para cuidar do Matthew. – Continuei. – Você já viu que sou uma boa pessoa. Para de ser tão difícil.

– Gostar ou não de você, não importa…

– Importa sim. – Interrompi ela. – Vai me dizer que você preferia antigas namoradas do Matthew? Tem alguma preferida?

– Não…

– Mas eu sei que você gosta de mim. – Afirmei.

Um pequeno sorriso apareceu em seus lábios, mas sumiu rapidamente. ela não vai ceder nem tão cedo. Eu sei que um dia ela vai confessar.

– O que eu penso não importa, senhorita Aria. – Anna volta com a sua formalidade. – Deseja algo de especial?

Suspirei cansada. Ô mulher difícil essa.

– Não. Vou subir e tomar um banho.

Anna concorda e se retira. No quarto encontro com o Matthew saindo do banheiro.

– Outro banho? – Perguntei confusa.

Quando eu saí do quarto ele estava indo tomar banho.

– Eu preciso me aliviar, Aria. – Matthew diz irritado. – Eu estou doente e não morto.

– Falou certo: doente. Precisa descansar. – Passei por ele para entrar no banheiro. – O médico disse sem esforço algum.

– Trabalho! Eu estou comendo direito, estou tomando os meus remédios, estou fazendo acampamento no psicólogo…

– Tudo em um dia…

– Dois!

– Que seja! Você não vai ficar 100% em dois dias, Matthew. – Segurei a porta e olhei para ele. – São consequências dos seus atos. – Sorri e fechei a porta.

[...]

Entrei na sala do Matthew e coloquei minha bolsa em cima da sua mesa. Os olhares continuam sobre mim sempre que entro na empresa, mas pelo menos não surgiu nenhum fofoqueiro para dar a língua nos dentes e contar para Matthew que estou aqui. Meu segredo com Martin continua intacto.

Segundos depois Martin entra na sala, ele tem uma pasta em mãos e uma cara não muito boa. Apoio meu corpo na mesa e olhei para Martin esperando ele me explicar o que está acontecendo. Precisei sair de casa enquanto Matthew tomava banho, quando chegar terei que me preparar para as perguntas.

– Sr. Silva, quer uma linha de computadores para sua escola feita por nós. – Martin me entrega a pasta.

Ele ficou meio em dúvida se me entregava, aposto que pensa que não vou entender nada. Abrir e comecei a ler. Realmente não entendi nada. Tem muitas palavras difíceis aqui. A única coisa que entendi foi as informações sobre o cliente na primeira página. Fechei a pasta.

– Ponto positivo e ponto negativo? – Perguntei.

Martin me olhou. Hum, deixei ele em dúvidas do meu potencial? Sorri.

– Será mais trabalhoso. Uma logística grande e bem planejada. – Martin pensa um pouco. – Como será para o Brasil precisamos ter um cuidado maior. No total são mil computadores, ele quer tudo em um mês.

– Imagino que o ponto negativo seja o prazo. – Falei vendo uma leve careta em seu rosto quando informou o prazo. – Podemos fazer?

– Claro! Mas o problema é que pegamos um trabalho grande. – Martin suspira. – Dois para falar a verdade. Serão duas casas, cuidaremos de toda a parte tecnológica. São clientes mais antigos e não são casas pequenas. Trabalho que envolve até placas de energia solar.

Uau. Imagino a fortuna que Matthew vai ganhar com tudo isso.

– Vocês tem fábricas para produzir tudo isso ou envolve empresas terceirizadas?

Martin dá um sorriso debochado. A vontade de revirar meus olhos é grande, mas me contenho. Não vou perder meu tempo discutindo coisa boba com ele. É uma pergunta simples. Não teria como eu saber, eu cair de paraquedas aqui.

Temos quatro fábricas à nossa disposição. Uma aqui em Nova York, duas na China e a outra na Rússia. – Martin fala orgulhoso. – Recebemos muitos trabalhos, temos muitas filiais pelo mundo.

Ok. Então vamos contratar empresas terceirizadas…

– O que?

Você tem outra ideia? – Pergunto. – Caso tenha estou aceitando. Nós não vamos recusar trabalhos a não ser que não seja vantajoso para a gente. Com o tempo pode ter uma fábrica no Brasil também. – Dou de ombros.

Martin riu.

– Você não está falando sério.

Por que eu não estaria? – Fiquei confusa.

– Não usamos empresas terceirizadas. O próprio senhor Silva vai

– Então ele vai ter que procurar outra empresa para trabalhar. – Meu celular começa a tocar. Peguei o celular na minha bolsa e vi o nome do Matthew na tela. – Esse senhor Silva está aqui? Eu mesmo posso falar com ele. Posso ser muito convivente quando eu quero.

Martin iria responder, mas faço sinal com a mão pedindo para ele fazer silêncio.

– Alô? – Atendi a ligação.

– Onde você está?

Saí para fazer compras. –

– Compras? E porque não chamou o Kelvin? – Ele continua as perguntas. – Ou melhor, porque não me esperou para que

Matthew estava estressado, esse homem precisa acalmar o coração.

E correr o risco de você ver o presente que tenho para você? – Falei com uma voz doce.

Martin revira os olhos.

– Presente? – Matthew pergunta desconfiado.

Sim, mas não posso dizer o que é. – Falei rapidamente. – Por que não ajude Anna a fazer nossas malas. Amanhã vamos

estou sabendo, mas não sei o

Hum… É bem frio e foi a Lauren que

– Aspen.

Fico surpresa com sua rapidez.

você soube? Ian te contou? – Agora eu que

que descobri a doença do Matthew venho planejando a nossa viagem. No começo pensei em fazer só nós dois, mas pensei que talvez não conseguiria entreter Matthew muito tempo. Então entrei em contato com Lauren e Reba, Lauren ficou super animada e sugeriu que fossemos para Aspen. Reba topou ir com a gente, mas ela e o marido vão chegar alguns dias

Não. – Matthew riu. – Lauren ama Aspen. Para ela, as férias se resumiram em

cabeça concordando. Lauren estava muito animada, eu até pensei que ela nunca tivesse ido, mas estava

vamos para Aspen. Escolha roupas bem quentinhas, beijos!

Bela escolha. Aspen é um lugar lindo. –

fotos parece mesmo. – Peguei a minha bolsa em cima da mesa e guardei meu celular, voltei a minha atenção para Martin. – O senhor Silva está na empresa? Quero falar com

– Aria…

temos muito tempo, Martin. – Falei firme. – Confia em mim, assim como confio em

que profissionalmente falando Martins sabe lidar melhor com isso, mas tenho certeza que uma boa conversa pode convencer o senhor Silva a concordar conosco e teremos mais um contrato em nossas mãos. Martin está querendo recusar essa proposta. Então não custa nada eu falar com o senhor Silva. Contra sua vontade, Martin me acompanhou para fora da sala pelo que parece o senhor Silva está conversando com outras pessoas que trabalham conosco. O senhor Silva é nosso cliente não tão antigo, mas prefere a nossa empresa há muito

uma sala encontrando um senhor na idade dos 50 anos e outro homem um pouco mais jovem, talvez 40 anos. Ambos pareciam animados conversando um com outro. Eu sorria entrando na

Olá, desculpa se eu tiver atrapalhando. – Dou um sorriso gentil me desculpando. – Eu sou Aria Barnes, a representante do

dois homens me olhavam com atenção. Uma atenção desnecessária, mas me segurei para não falar algo errado e acabar perdendo esse