KADEN
“Sinto muito, meu amor…”, ela sussurra, e eu sinto os sentimentos misturados dela.
Mesmo eu ainda não tendo marcado ela, nosso vínculo é intenso demais.
Eu sei que ela se sente culpada por pensar que, se Isolde não tivesse morrido, ela e eu não poderíamos estar juntos.
Eu a aperto ainda mais contra o meu peito e lambo com carinho minha Ômega.
“De um jeito ou de outro, a gente ia se encontrar. Agora eu entendo que tem coisas que simplesmente estão escritas na pedra”, suspiro, sem arrependimentos.
“Mas você não pode ir lá e enfrentar seu pai desse jeito… talvez ele ainda esteja sob o encanto dela, embora eu não entenda… esse feitiço é pra sempre?”
Ela pergunta, confusa, e eu também penso nisso.
“Não deve ser, e o meu também não, senão eu já teria enlouquecido… talvez ela não tenha conseguido reproduzir exatamente a fórmula da Ágata; ela é uma bruxa especial, talvez tenha estado…” as palavras saem carregadas de suspeitas que despertam na minha mente.
“Experimentando”, concluo, e é como se a venda continuasse caindo dos meus olhos.
“Experimentando?”
“Há pouco tempo eu tive uma recaída bem forte, no dia em que descobri o engano da sua gêmea e quase a matei”, comecei a explicar enquanto eu me levantava e caminhava até a cabana.
“Claro… aquele dia”, Thera bufou, com ciúmes, se encolhendo mais no meu peito. “Você é meu”, acrescentou toda mandona, e eu sorri apesar dos problemas.
“Todinho seu, bebê, e agora deixa a Isa sair, depois a gente brinca, lobinha”, cheirei a cabecinha dela com carinho, colocando-a nos degraus da varanda.
“Obrigada por me salvar, você é uma Serafina incrível”.
“A melhor Serafina”, ela corrigiu.
“A melhor das melhores”, respondi, alimentando o ego dela e vendo o rabo feliz balançando no ar.
A contragosto, ela cedeu o controle para Isabella e logo minha loira sexy estava nua na varanda.
Com um rosnado satisfeito, eu encarei a pele das costas dela: sem restrições malditas, sem cicatrizes, sem dor.
Ela entrou na casa procurando Ágata, enquanto eu também voltava para a minha forma humana.
Quando entrei, encontrei ela lendo alguma coisa na mão.
Cheguei por trás, segurei na cintura dela e a puxei contra mim, apoiando o queixo no ombro dela.
—Ágata foi embora —disse com um suspiro, e eu me senti culpado.

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